Fogo amigo: acuado por prisões, Tarcísio de Freitas joga Flávio Bolsonaro aos leões
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, começou a ensaiar um movimento de desembarque do Titanic bolsonarista. Diante da gravidade das prisões de Daniel e Henrique Vorcaro, além do rastro de sangue deixado por sicários do esquema, Tarcísio afirmou publicamente que o senador Flávio Bolsonaro deve continuar prestando esclarecimentos sobre seu envolvimento com o Banco Master. A declaração soou como uma traição nos bastidores do clã, já que o governador sempre foi visto como o herdeiro político ungido pelo ex-presidente condenado a 27 anos de prisão.
A mudança de postura de Tarcísio ocorre no momento em que a Polícia Federal avança sobre o financiamento de lobbies internacionais e a lavagem de dinheiro que beneficia a prole de Jair Bolsonaro. Ao cobrar explicações de Flávio, o governador tenta criar uma "vacina" política para não ser arrastado pelo escândalo que também ronda sua gestão em São Paulo, marcada pela proximidade com operadores do Master e com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
O desconforto do governador aumentou após o vazamento dos áudios em que Flávio Bolsonaro cobra milhões de Vorcaro, tratando o banqueiro fraudulento como um "irmão". Tarcísio, que tenta se equilibrar entre o radicalismo da base e uma imagem de gestor técnico, percebeu que a "irmandade" com o crime colarinho branco tornou-se um passivo eleitoral insuportável. Sua fala indica que, na hora de prestar contas à justiça, cada um deverá carregar o seu próprio fardo, mesmo que isso signifique o fim da unidade na extrema-direita brasileira.
A tentativa de Tarcísio de isolar Flávio Bolsonaro expõe a fragilidade de um grupo político que não possui lealdade ética, mas apenas interesses financeiros mútuos que agora estão sendo destruídos pela lei.
O isolamento de Flávio Bolsonaro dentro do próprio campo político reforça a análise da Bloomberg de que sua candidatura presidencial morreu antes de nascer. Se nem o governador de São Paulo, eleito com o apoio do clã, se sente seguro para defender o senador, fica claro que o sobrenome Bolsonaro deixou de ser um escudo para se tornar um alvo. Tarcísio tenta desesperadamente se salvar da contaminação pelo dinheiro sujo do Master, mas as investigações de Lindbergh Farias e da PF prometem mostrar que todos bebiam da mesma fonte ilícita.
O desfecho para a prole do condenado parece traçado pelo abandono de seus próprios aliados. Com Michelle sendo chamada de "Judas" e Tarcísio cobrando explicações públicas, Flávio e Eduardo Bolsonaro perdem sua última linha de defesa política. O Brasil de 2026 caminha para ver os herdeiros do ódio responderem solitários por seus crimes, enquanto o país reconstrói sua soberania sob a liderança de quem sempre defendeu os interesses do povo, longe das milícias financeiras e da pistolagem internacional.
Com informações do Brasil 247
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