Irã propõe acordo de paz aos EUA e condiciona a retirada de tropas
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O governo do Irã deu um passo firme na arena geopolítica internacional ao apresentar uma nova e contundente proposta de acordo de paz aos Estados Unidos, desafiando a lógica de intervenção militar que há décadas desestabiliza o Oriente Médio. O plano desenhado por Teerã prevê o encerramento imediato de todas as hostilidades na região, incluindo a frente de combate no Líbano, mas impõe condições claras de soberania: a retirada completa de todas as tropas norte-americanas posicionadas nas proximidades do território iraniano e o pagamento de compensações financeiras pelos imensos danos provocados pela guerra imperialista promovida em conjunto por Washington e o regime de Israel.
De acordo com informações divulgadas pela mídia estatal iraniana e repercutidas internacionalmente, a diplomacia de Teerã, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, também exige o levantamento definitivo de todas as sanções econômicas criminosas que estrangulam o país, o fim do bloqueio marítimo ilegal liderado pelos EUA e a liberação imediata dos bilhões de dólares em recursos financeiros iranianos que foram congelados ilegalmente em bancos estrangeiros. O plano foi transmitido diretamente às autoridades norte-americanas por meio de canais intermediários do governo do Paquistão, que tenta costurar uma saída negociada antes de um agravamento do conflito.
A pressão internacional e a firmeza da resistência iraniana já começaram a surtir efeito em Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que dias atrás havia classificado de forma arrogante a proposta anterior como "lixo", foi obrigado a recuar e anunciou a suspensão de uma nova rodada de bombardeios planejada contra o território iraniano. Em uma clara mudança de tom, o líder da Casa Branca admitiu publicamente que existe uma chance muito boa de que as duas nações cheguem a um entendimento diplomático e declarou que ficaria feliz em evitar uma escalada militar de destruição se o Irã aceitar os termos de não proliferação de armas nucleares.
O recuo de Trump também reflete o desespero dos próprios aliados históricos do imperialismo norte-americano na região, que temem os impactos econômicos devastadores da continuidade da guerra, iniciada em fevereiro. O fechamento do Estreito de Ormuz — principal artéria do tráfego global de petróleo e commodities — acendeu o sinal vermelho no mercado financeiro e na economia mundial. Líderes do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos pressionaram diretamente a Casa Branca para adiar qualquer nova agressão, apostando que a via diplomática defendida pelo Irã é o único caminho capaz de evitar uma tragédia humanitária e garantir a estabilidade global.
Com informações do SBT News
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