Flávio Dino nega pedido de Deolane contra prisão preventiva
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deu uma demonstração contundente de rigor no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro ao negar sumariamente o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora e empresária Deolane Bezerra. Investigada por atuar como operadora financeira em um esquema bilionário de branqueamento de capitais ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Deolane tentava utilizar o STF como uma espécie de atalho processual para escapar da prisão preventiva. Em sua decisão firme, Dino desmontou as manobras jurídicas dos advogados, afirmando que a reclamação constitucional não pode ser usada de forma abusiva para substituir os recursos cabíveis nas instâncias inferiores e que não há nenhuma ilegalidade flagrante ou decisão absurda que justifique a concessão de um habeas corpus.
A defesa da influenciadora tentou apelar para o sentimentalismo e para a jurisprudência da Corte, argumentando que a prisão preventiva seria ilegal pelo fato de Deolane ser mãe de uma filha menor de idade, o que, em tese, daria direito à prisão domiciliar. No entanto, o ministro Flávio Dino e as autoridades judiciais levaram em consideração o altíssimo risco de fuga e a gravidade das acusações apontadas pelos investigadores, que descobriram que Deolane estava em viagem na Itália pouco antes de ser capturada. O Judiciário entendeu que o bem-estar social e a necessidade de sufocar as finanças da facção criminosa se sobrepõem aos privilégios pleiteados, mantendo a acusada isolada de suas redes de influência para garantir a ordem pública e a eficácia da instrução criminal.
A prisão de Deolane ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, uma ofensiva cirúrgica da Polícia Civil que mirou os cérebros financeiros do PCC e familiares de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização. Capturada em sua mansão cinematográfica em Barueri, na Grande São Paulo, a influenciadora foi enquadrada após os peritos identificarem transferências bancárias sistemáticas e injustificadas feitas por uma transportadora de fachada que a facção utilizava para legalizar dinheiro do tráfico de drogas. Embora a empresária alegue falsamente que os valores milionários recebidos eram referentes a honorários advocatícios por defender um criminoso ligado ao bando, os relatórios policiais provaram que os repasses eram, na verdade, uma mesada para o fechamento de contas da quadrilha, selando o destino da acusada nos presídios do interior paulista.
Com informações do Brasil247
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