Presidente exalta legado popular nas universidades e avisa: "A extrema-direita teme a educação porque é onde nasce a consciência"
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desferiu um ataque cirúrgico e ideológico contra o obscurantismo que tenta retroceder o Brasil e o mundo. Durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, Lula explicou didaticamente os motivos pelos quais os setores da extrema-direita e do neofascismo internacional elegem a educação pública e a autonomia universitária como suas principais inimigas. Com a propriedade de quem governa para o povo, o líder petista afirmou categoricamente que os extremistas não toleram o ambiente acadêmico porque têm pavor do pensamento crítico, da ciência e da diversidade. Ele denunciou que a direita tenta calar professores, censurar as manifestações artísticas e transformar as salas de aula em meros instrumentos de dominação e propagação de preconceitos, como o racismo, a misoginia e a xenofobia.
Recordando sua trajetória única na história do país, Lula destacou o caráter revolucionário de seus governos e da presidenta Dilma Rousseff, pontuando que foi necessário um metalúrgico sem diploma universitário chegar ao poder para que a elite fosse obrigada a abrir as portas do ensino superior para os filhos da classe trabalhadora. Sob a batuta do PT, o Brasil viu nascer 20 novas universidades federais, quase duzentos novos campi e mais de 500 institutos tecnológicos, além da implementação histórica da lei de cotas. Essa verdadeira revolução inclusiva triplicou o número de brasileiros graduados, saltando de míseros 7% no início dos anos 2000 para quase 22% da população atual, transformando a universidade em um espelho real da pluralidade racial e social do país.
Olhando para o futuro e para o fortalecimento do Sul Global, o presidente defendeu que a educação seja a maior arma geopolítica para enfrentar a exclusão digital, a fome e a crise climática. Evocando o legado de Nelson Mandela, Lula propôs a criação do conceito de "universidades irmãs" entre o Brasil e o continente africano para ampliar a mobilidade estudantil e o intercâmbio de inteligência. Para consolidar essa ponte viva sobre o Atlântico, que já conta com a vanguarda da Unilab, o mandatário anunciou que a Capes vai oferecer 2.600 bolsas de mestrado e doutorado para que pesquisadores africanos estudem em solo brasileiro. Com essa postura altiva e generosa, Lula prova que o investimento no conhecimento e na tecnologia é o único caminho capaz de libertar os povos e sepultar de vez as amarras do colonialismo.
Com informações do Brasil247
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