Gabinete de Mario Frias despejou R$ 154 mil em empresa investigada por fraude bilionária
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Os podres da extrema-direita e os desvios de recursos públicos ganharam mais um capítulo escandaloso. Dados oficiais do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados revelaram que o gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP) torrou R$ 154 mil em pagamentos destinados à Complexsys Soluções Integradas Ltda. A empresa em questão está afundada até o pescoço em uma investigação criminal da Polícia Civil e do Ministério Público que apura fraudes, sobrepreço e desvios em um contrato de R$ 108 milhões firmado pela Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, com a ONG Instituto Conhecer Brasil. Os repasses da cota parlamentar de Frias foram realizados entre setembro de 2024 e abril de 2026 sob a justificativa de prestação de serviços de “CRM Político”.
A teia de relações suspeitas no gabinete do deputado bolsonarista fica ainda mais evidente com o histórico de fornecedores. Antes de contratar a Complexsys, Mario Frias despejou R$ 115,6 mil dos cofres públicos na empresa GTrend, pertencente a Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina Gama, a dona da produtora cinematográfica ligada ao instituto investigado. O próprio empresário confessou que a contratação só ocorreu devido à sua ligação familiar com Karina. Além disso, documentos obtidos pelos investigadores apontam que, de forma escandalosa, as notas fiscais emitidas pela GTrend e pela Complexsys para abocanhar a verba do gabinete de Mario Frias apresentavam descrições rigorosamente idênticas para os serviços prestados, mudando apenas o CNPJ e o período de cobrança.
A investigação que agora bate às portas de Mario Frias foi aberta a pedido do Ministério Público após a promotora Marina Pedersolli apontar indícios contundentes de direcionamento de licitação, ausência de capacidade técnica e desvio de verbas no contrato de instalação de redes de wi-fi em comunidades da periferia paulistana. A promotoria investiga se o dinheiro público do contrato da prefeitura foi pulverizado por meio de subcontratações, incluindo a Complexsys, com o objetivo oculto de financiar produções cinematográficas vinculadas a Karina Gama. Entre as fraudes na mira da polícia está uma nota fiscal fantasma de R$ 2 milhões emitida pela Complexsys que foi cancelada no mesmo dia, mas acabou incluída na prestação de contas entregue à prefeitura.
Em operações recentes, a Polícia Civil cumpriu sete mandados de busca e apreensão, recolhendo computadores, celulares e documentos na Secretaria Municipal de Tecnologia e na sede da ONG. Confrontados pela reportagem do G1 para explicar a mamata com o dinheiro público e a triangulação com empresas investigadas por corrupção, o deputado Mario Frias, Karina Gama e os representantes da Complexsys fugiram dos questionamentos e não enviaram nenhuma resposta até a publicação da matéria.
Com informações do g1
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