CPI do caso Master ganha apoio maciço no Congresso
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3225 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O Congresso Nacional está diante de um verdadeiro ponto de inflexão política que promete abalar as estruturas do sistema financeiro e das bancadas de oposição. Um levantamento divulgado pela CNN Brasil revelou que o movimento pela instalação de comissões parlamentares para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master atingiu o apoio de 423 parlamentares — entre deputados federais e senadores. O número representa expressivos 71,21% dos 594 congressistas em exercício no país, superando com folga histórica os limites mínimos exigidos para a abertura das investigações. Até o momento, oito requerimentos distintos já foram formalmente protocolados para abrir as caixas-pretas do caso.
A adesão na ala senatorial é avassaladora e acendeu o sinal de alerta no mercado e nos gabinetes de Brasília. No Senado Federal, 64 parlamentares assinaram os pedidos de investigação — o que corresponde a cerca de 79% da composição total da Casa, pulverizando a exigência regimental de apenas 27 assinaturas. Os senadores endossaram cinco requerimentos, incluindo CPIs exclusivas e Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs), que unificam os trabalhos com a Câmara. Na Câmara dos Deputados, o cenário de pressão não é diferente: 359 parlamentares titulares formalizaram o apoio à devassa.
A diversidade e o peso político dos pedidos mostram que o cerco está se fechando por todos os lados. Um dos primeiros requerimentos de comissão mista foi encabeçado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS). Outras frentes de peso foram protocoladas pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), além do senador Carlos Viana (PSD-MG). Há ainda pedidos individuais de autoria dos deputados Rogério Carvalho (PT-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), e do senador Eduardo Girão (Novo-CE). No entanto, a peça mais explosiva e sensível foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) — ex-relator da CPI do Crime Organizado —, que incluiu em sua proposta referências diretas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas relações com o caso Master.
Apesar do clamor e da avalanche de assinaturas coletadas, a deflagração real das investigações está inteiramente travada nas mãos do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem cabe a prerrogativa de autorizar e instalar os colegiados. Alcolumbre vem segurando o avanço da pauta sob o argumento de que a presidência deve priorizar temas econômicos urgentes para os municípios. Questionado em plenário por congressistas indignados com a paralisia, o senador tentou se esquivar justificando o foco em prefeitos do país:
"Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação."
Com o quórum atingido e a sociedade exigindo respostas sobre as movimentações da instituição financeira e seus tentáculos políticos, o represamento das CPIs transforma o caso Master em uma bomba-relógio no colo da presidência do Legislativo.
Com informações da CNN
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