Lula prepara plano de governo com foco em crescimento soberania e redução das desigualdades
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O Partido dos Trabalhadores já ligou os motores para garantir a continuidade do projeto popular que está reconstruindo o Brasil. Sob a coordenação do companheiro José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, as diretrizes para o plano de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 colocam os interesses do povo trabalhador acima de qualquer chantagem do mercado financeiro. O novo programa vai partir do legado vitorioso dos mandatos petistas anteriores, mas chega com propostas arrojadas para peitar o dogmatismo fiscal e enfrentar os novos desafios econômicos e geopolíticos globais.
A grande virada de chave do plano de governo está no enfrentamento direto à política econômica neoliberal que tenta amordaçar o crescimento do país. Gabrielli deixou claro que o arcabouço fiscal não pode se transformar em uma barreira invisível para impedir os investimentos públicos e privados que geram emprego e renda. O PT reafirma sua posição inegociável contra as taxas de juros abusivas que sabotam a produção nacional e descarta a tese criminosa das elites de que a única forma de controlar a inflação é provocando o desemprego da classe trabalhadora.
Para melhorar a vida nas cidades e garantir dignidade no dia a dia, o programa ressuscita pautas sociais históricas e fundamentais. A principal novidade é a criação de um Sistema Nacional de Mobilidade Urbana para financiar e impulsionar a implementação da tarifa zero no transporte público em parceria com os municípios, garantindo o direito de ir e vir sem pesar no bolso de quem menos tem. Além disso, o documento consolida o compromisso com a regulamentação do trabalho por aplicativos, devolvendo direitos e proteção previdenciária a milhões de entregadores e motoristas explorados pelas grandes plataformas internacionais.
Diante das novas dinâmicas da criminalidade e da expansão das milícias, o plano prevê uma atuação muito mais firme do governo federal com a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública. A soberania nacional será defendida de forma ampla, englobando a independência tecnológica, digital e energética do país diante das ameaças e pressões da principal potência ocidental. O projeto também inclui a consolidação da Autoridade Nacional Climática para blindar o meio ambiente, respostas estruturadas para a transição energética e a inteligência artificial, além de políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população.
A construção desse novo horizonte para o país está sendo feita de forma democrática e com a cara do povo brasileiro, por meio de uma plataforma digital participativa que receberá sugestões da militância e da sociedade civil até o final de junho. O texto final será concluído em agosto e trará ainda propostas contundentes para uma necessária reforma do Judiciário. O objetivo é moralizar o sistema de Justiça por meio da regulamentação e do fim de penduricalhos salariais abusivos, além da criação de um código de conduta rigoroso para os ministros do Supremo Tribunal Federal, sintonizando de vez todas as instituições com a realidade do país.
Com informações da Folha de S.Paulo
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