Alexandre de Moraes nega adiamento e mantém julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação na trama golpista
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou de forma contundente o pedido de adiamento apresentado pela Defensoria Pública da União e manteve para esta terça-feira o julgamento do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro. O filho "zero três" do ex-presidente responde a uma ação penal grave por coação no curso do processo, crime cuja pena pode chegar a quatro anos de prisão e que está diretamente atrelado às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. A DPU, que assumiu o caso pelo fato de o réu ter se recusado a constituir um advogado particular, tentava paralisar o andamento da ação sob a alegação de que a Primeira Turma do STF está desfalcada desde que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para a Corte. No entanto, Moraes fulminou a manobra jurídica, garantindo que o colegiado possui quórum legítimo e que o rito processual segue estritamente os parâmetros constitucionais.
A denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República expõe a face mais agressiva e antipatriótica da atuação de Eduardo Bolsonaro. De acordo com o órgão, o ex-deputado agiu de forma continuada para tentar sabotar, paralisar e constranger as investigações do Judiciário brasileiro que culminaram na condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, a 27 anos de cadeia. Para tentar melar o processo, Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo montaram uma espécie de lobby internacional da sabotagem, recorrendo a integrantes do alto escalão do governo de Donald Trump nos Estados Unidos. A estratégia criminosa consistia em pressionar e chantagear os magistrados do STF por meio da articulação de sanções econômicas internacionais direcionadas contra os próprios ministros e contra o próprio Estado brasileiro, operando um claro atentado à soberania nacional.
A situação jurídica de Eduardo Bolsonaro é de absoluto isolamento e desgaste. O ex-deputado fugiu para os Estados Unidos em fevereiro do ano passado e nunca mais retornou ao país, ignorando inclusive o interrogatório oficial marcado pelo STF no mês passado, quando se recusou a aparecer até mesmo por videoconferência. O julgamento desta terça-feira será conduzido pela Primeira Turma do Supremo sob a presidência do ministro Flávio Dino e com os votos de Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e do próprio relator Alexandre de Moraes. Diante do robusto conjunto de provas acumulado pela PGR, que comprova as investidas para retaliar a Suprema Corte com auxílio estrangeiro, o clã Bolsonaro vê o cerco judicial se fechar definitivamente sobre mais um de seus integrantes.
Com informações do Brasil247
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