Condenado e inelegível, o foragido Eduardo Bolsonaro corre para os EUA para pedir sanções contra o Brasil e atacar o STF
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Em um ato desesperado que escancara seu total desprezo pelas instituições democráticas e pela própria soberania nacional, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) iniciou uma nova e vergonhosa ofensiva em Washington. Condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação judicial, o "03" do clã bolsonarista — que fugiu para residir no Texas desde 2025 — tenta usar sua proximidade com o governo de Donald Trump e congressistas do Partido Republicano para articular sanções econômicas contra o próprio Brasil. A movimentação golpista, revelada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, visa de forma obsessiva retaliar o ministro Alexandre de Moraes e constranger o Supremo Tribunal Federal.
A sanha persecutória do ex-parlamentar foi sepultada juridicamente no dia 16 de junho pela Primeira Turma do STF. Em uma votação unânime e demolidora, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Paulo Gonet fulminou a conduta criminosa de Eduardo, comprovando que ele utilizou seu poder de influência internacional para sabotar o julgamento que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Entre as sabotagens promovidas pelo clã estão o lobby pela imposição de tarifas contra exportações brasileiras, a cassação de vistos de autoridades e a tentativa de aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes para bloquear suas contas bancárias.
"O réu deixou claro que suas palavras carregavam o peso de uma execução iminente, visando desestabilizar o julgamento então em curso contra seu pai. O poder de influência ostentado e exercido por ele serviu como instrumento de pressão institucional, ultrapassando qualquer limite razoável de crítica política."
— Paulo Gonet, procurador-geral da República.
O impacto da condenação foi devastador para as pretensões dinásticas da extrema-direita. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, Eduardo Bolsonaro está inelegível pelos próximos oito anos, tendo sua carreira política efetivamente sepultada. O cerco pode se fechar ainda mais nos próximos dias: caso o STF expeça o mandado de prisão para o início do cumprimento da pena, o Brasil poderá acionar a Interpol para exigir sua extradição ou deportação imediata do solo norte-americano. Enquanto a Defensoria Pública tenta emplacar a tese pífia de que o réu exercia apenas "atuação política", o país assiste à desonra de um ex-parlamentar que bate às portas da Casa Branca e do Departamento de Justiça estrangeiro implorando pelo massacre econômico de sua própria pátria para salvar criminosos da cadeia.
Com informações do Metrópoles
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