Paris Filmes rejeita distribuir "Dark Horse", a hagiografia de Bolsonaro financiada com dinheiro sujo de Vorcaro
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O projeto de propaganda político-eleitoral disfarçado de cinema que o clã Bolsonaro tentava empurrar goela abaixo do público brasileiro sofreu um colapso comercial fulminante. A Paris Filmes, gigante do setor cinematográfico na América Latina, rejeitou de forma categórica a proposta para assumir a distribuição de "Dark Horse", longa-metragem de ficção inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro. De acordo com informações reveladas pelo portal SBT News, a recusa da distribuidora aprofunda a crise da produção assinada pela produtora Go Up, comandada pela empresária Karina Gama. O fracasso nas negociações forçou o adiamento do lançamento da película, que pretendia influenciar o pleito presidencial e agora foi empurrada para o dia cinco de novembro, após o segundo turno das eleições, em meio ao pânico de investidores com a contaminação política da obra.
Os bastidores do financiamento de "Dark Horse" revelam um lodaçal de conexões com o crime organizado de colarinho branco que assombra o sistema financeiro nacional. A produção foi bancada com recursos fornecidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que se encontra atrás das grades sob a acusação de liderar uma quadrilha responsável por fraudes bilionárias. Uma reportagem demolidora do portal The Intercept Brasil expôs áudios em que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, aparece cobrando diretamente de Vorcaro o repasse de cento e trinta e quatro milhões de reais para o projeto. Desse montante extorsivo, o ex-banqueiro enviou mais de dez milhões de dólares — o equivalente a sessenta e um milhões de reais — por meio da empresa Entrepay, confirmando o envolvimento promíscuo da família com o esquema financeiro investigado pela Polícia Federal.
A gravidade do financiamento clandestino mobilizou o Poder Judiciário em Brasília e ameaça sepultar de vez a exibição do filme. O grupo de juristas Prerrogativas acionou o Tribunal Superior Eleitoral para barrar qualquer exibição da obra, demonstrando que o longa configura crime de propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder econômico e financiamento paralelo ilícito para inflar a extrema-direita. Simultaneamente, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma ação contundente no Supremo Tribunal Federal exigindo uma investigação rigorosa sobre o destino dos milhões de Vorcaro. A suspeita principal é de que o dinheiro sujo do Banco Master tenha sido desviado para custear a fuga e a permanência ostentação do ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, transformando a cinebiografia fracassada em caso de polícia e lavagem de dinheiro.
Com informações do SBT News
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