Michelle chuta Eduardo e Carlos das redes e implode de vez o clã Bolsonaro em baixaria pública
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3831 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A máscara da suposta "família tradicional" da extrema-direita desabou de forma vergonhosa e definitiva perante o público brasileiro. O racha interno no clã do ex-presidente inelegível ganhou contornos de pura baixaria após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cortar relações de vez com os enteados. Movida pelo aprofundamento das disputas de poder e por vaidades feridas, a presidente do PL Mulher deixou de seguir o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro no Instagram, oficializando uma guerra aberta dentro da dinastia extremista que agora disputa o espólio político da oposição por meio de indiretas vulgares na internet.
O contra-ataque dos filhos de Jair Bolsonaro expôs o desespero de uma ala que vê a liderança da madrasta como uma ameaça aos seus próprios privilégios. Residindo nos Estados Unidos desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro passou a utilizar suas redes sociais para endossar ataques machistas contra a ex-primeira-dama, compartilhando inclusive declarações do aliado Alexandre Ramagem que acusam Michelle de fazer "birra" por não ter sido ungida como a sucessora política do clã na corrida presidencial. A reconciliação forçada que a dupla tentou encenar durante uma viagem à posse de Donald Trump virou poeira, abrindo espaço para que a ex-primeira-dama denunciasse publicamente uma campanha difamatória orquestrada do exterior para arrancar o sobrenome Bolsonaro de suas redes e isolá-la politicamente.
A lavagem de roupa suja familiar descambou para o uso hipócrita de passagens religiosas, evidenciando como a ala conservadora instrumentaliza a fé para disfarçar o fisiologismo. Enquanto Michelle utilizou versículos bíblicos para sugerir que seus enteados proferem falso testemunho, a esposa do senador Flávio Bolsonaro, Fernanda Bolsonaro, rebateu citando o livro de Provérbios sobre as coisas que o Senhor abomina, apontando a madrasta como uma mentirosa que semeia contendas entre irmãos. A própria mãe dos três parlamentares da extrema-direita, Rogéria Bolsonaro, entrou na briga pública para inflar o ego dos filhos, enquanto Carlos Bolsonaro, que já nutria um desprezo histórico pela madrasta, reafirmou que mantém distância total da convivência familiar.
O espetáculo dantesco promovido pelos herdeiros do bolsonarismo coroa a falência moral de um grupo político que racha justamente no momento em que as pesquisas eleitorais apontam o favoritismo esmagador do presidente Lula em todas as frentes. Sem um projeto real para o país e sufocados pela iminência do fracasso nas urnas, os integrantes do clã se engalfinham publicamente por dinheiro e controle partidário, restando a Michelle apenas a aparente trégua com Flávio Bolsonaro, que patina no eleitorado. Esse processo de autofagia e decadência escancara que a única prioridade da dinastia conservadora sempre foi o enriquecimento pessoal e o usufruto do aparato estatal, deixando o eleitorado de direita órfão e perplexo diante de tanta sordidez.
Com informações do G1
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