Alexandre de Moraes convoca defesa de Bolsonaro após apreensão de arma abalar prisão domiciliar
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, realiza nesta terça-feira, 30 de junho, uma reunião decisiva com os advogados do líder da extrema direita, Jair Bolsonaro. O encontro ocorre no gabinete do magistrado para avaliar se o ex-presidente perderá o direito ao regime de prisão domiciliar humanitária e retornará ao cárcere comum. O privilégio completou 90 dias e entrou em risco após uma série de acontecimentos suspeitos que reacenderam os alertas sobre o comportamento inadequado do político e de seus seguidores radicais.
A permanência de Bolsonaro no conforto de sua residência passou a ser questionada após a apreensão recente de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz policial em Brasília. O episódio gravíssimo fez o ministro Alexandre de Moraes reavaliar a concessão do benefício e acionar a Procuradoria-Geral da República. O clã e seus aliados tentam desesperadamente minimizar o caso, cientes de que a posse ou circulação do armamento pode configurar uma quebra flagrante das medidas cautelares restritivas impostas pela Suprema Corte para conter os arroubos autoritários do bolsonarismo.
A estratégia dos defensores do extremista para tentar amolecer a Justiça se apoia na apresentação de laudos médicos atualizados sobre a suposta fragilidade clínica do ex-presidente. Os advogados pretendem sustentar que o réu necessita de cuidados contínuos e acompanhamento médico hospitalar que não seriam garantidos de forma adequada em um presídio. Além do apelo humanitário, a defesa tentará convencer o magistrado de que há um compromisso de submissão integral às ordens do Judiciário, uma promessa que contrasta com o histórico de ataques às instituições promovido pelo bolsonarista ao longo dos anos.
Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República adotou uma postura de cautela e informou ao STF que só emitirá um parecer definitivo sobre a gravidade da violação após a conclusão dos inquéritos conduzidos pela Polícia Civil do Distrito Federal. Essa posição temporária trouxe um alívio momentâneo para o comitê de defesa do político, que segue negando qualquer irregularidade ou descumprimento intencional das restrições judiciais.
O desfecho do caso está centralizado nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que deve dar a palavra final logo após ouvir as justificativas dos advogados no início da tarde. O magistrado cruzará os dados médicos apresentados com o andamento das apurações policiais sobre o armamento confiscado para julgar se a condescendência com o ex-mandatário deve ser revogada. A expectativa em Brasília é alta, visto que a militância extremista teme que o cerco jurídico finalmente resulte no retorno do investigado ao regime fechado devido aos recorrentes abusos.
Com informações do Brasil 247
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