Em discurso, Lula chama Mercosul de estratégico e reforça aproximação com a China
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou a geopolítica da América do Sul a um novo patamar de audácia e soberania durante o seu pronunciamento na 68ª Cúpula de Presidentes do Mercosul, sediada em Assunção, no Paraguai. Sob o olhar atento dos líderes continentais, o estadista brasileiro classificou o bloco aduaneiro como uma "necessidade estratégica" inabalável diante de um cenário internacional convulsionado por guerras provocadas pelas potências ocidentais, pelo avanço do unilateralismo e por barreiras protecionistas asfixiantes. Para romper o cerco econômico do Norte e garantir o desenvolvimento sustentável da região, Lula defendeu a aceleração imediata de uma aproximação comercial profunda com a China, abrindo as portas do continente para o mercado mais dinâmico e vibrante do planeta.
A guinada histórica proposta pelo líder brasileiro visa sepultar as falácias do isolamento regional e colocar o Mercosul na ofensiva internacional. Lula celebrou o fato de o bloco ter contrariado as expectativas derrotistas da mídia corporativa ao consolidar o histórico acordo com a União Europeia, destacando que as tratativas avançam de vento em popa com o Canadá, a Índia e o Vietnã. Além de formalizar o lançamento das negociações para uma parceria econômica estratégica com o Japão, o presidente deixou claro que o próximo passo soberano será estruturar o tratado de livre-comércio com Pequim, transformando a América Latina em um polo de atração de investimentos de alto valor agregado e escoamento de produção para o mercado asiático.
Para justificar a vitalidade do bloco, o mandatário apresentou dados econômicos incontestáveis que pulverizam o discurso da extrema-direita entreguista. O comércio interno entre as nações do Mercosul saltou de modestos 4,5 bilhões de dólares, no ano de sua fundação em 1991, para a impressionante marca de 50 bilhões de dólares em 2025, atingindo um intercâmbio global com o restante do mundo de quase 770 bilhões de dólares. Lula enfatizou, contudo, que essa pujança macroeconômica precisa se traduzir em melhoria real na vida da classe trabalhadora, elencando o sucesso do Fundo para a Convergência Estrutural (Focem), que já tirou do papel mais de mil quilômetros de rodovias, ferrovias e redes essenciais de saneamento básico nas regiões fronteiriças.
O pronunciamento de Lula amarra o avanço tecnológico à soberania física por meio de projetos audaciosos como as Rotas da Integração Sul-Americana — que vão conectar o coração do continente aos portos estratégicos do Pacífico, Atlântico e Caribe — e o fortalecimento logístico da hidrovia Paraguai-Paraná. Ao reafirmar a disposição do Brasil em injetar um bilhão de dólares ao longo de uma década no fundo do bloco e defender a entrada da Bolívia no mecanismo, o presidente desenhou um escudo econômico robusto e integrado. Frente aos impactos severos da crise climática e da fragmentação da economia mundial, o governo popular demonstra na prática que a unidade dos povos do Sul e a aliança com as potências progressistas orientais constituem a única rota viável para assegurar a industrialização, a autonomia e a dignidade das populações sul-americanas.
Com informações do Brasil247
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