Nova pesquisa mostra que Fernando Haddad e Geraldo Alckmin derrotariam Flávio Bolsonaro
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2184 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Os dados da nova pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a Bloomberg e divulgada nesta quarta-feira, consolidam o favoritismo das forças progressistas e o forte isolamento da extrema direita para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento demonstra que o senador Flávio Bolsonaro enfrenta um teto eleitoral baixíssimo e seria derrotado no segundo turno não apenas pelo campo progressista tradicional, mas por diferentes nomes da base governista. Mesmo em cenários sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa, o ex-ministro Fernando Haddad venceria o parlamentar extremista por 47,4% a 41,7%, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin também superaria o nome do PL pelo placar de 46,4% a 42,8%.

A inviabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro é explicada por sua altíssima rejeição popular, reflexo do repúdio da sociedade aos escândalos e retrocessos associados ao seu clã. O senador é o segundo líder político mais rejeitado do país, com 53% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, ficando atrás apenas de Aécio Neves, que registra 54%, enquanto o presidente Lula aparece com 48,6%. Esse forte sentimento de rejeição ao bolsonarismo se reflete diretamente nas simulações de primeiro turno, nas quais o atual mandatário lidera com folga todos os cenários testados pela amostragem, dados que também ganharam repercussão internacional em agências como a Reuters.
Nas simulações de primeiro turno com a presença do atual presidente, a liderança de Lula é incontestável frente ao candidato da extrema direita. No primeiro cenário, o petista desponta na frente com 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro, seguido por Renan Santos com 7,8%, Ronaldo Caiado com 2,9% e Romeu Zema com 2%, enquanto brancos e nulos somam 1,1% e indecisos são 0,1%. No segundo quadro avaliado, Lula cresce e atinge 47,2%, mantendo o senador isolado com 36,3%, seguido por Renan Santos com 7,8%, Ronaldo Caiado com 3,1%, Romeu Zema com 3% e Joaquim Barbosa com 1,2%, registrando-se 1,2% de brancos e nulos e 0,1% de indecisos.
O levantamento também testou uma terceira via dentro da própria legenda extremista, substituindo o senador por sua madrasta, Michelle Bolsonaro, o que resultou em um desempenho ainda mais pífio para o Partido Liberal no primeiro turno. Nessa configuração, o presidente Lula mantém a liderança isolada com 47,1% das preferências do eleitorado, ao passo que a ex-primeira-dama amarga a segunda colocação com apenas 19,3% das intenções de voto. O restante do eleitorado se divide entre os demais candidatos conservadores da oposição, com Romeu Zema alcançando 8,6%, Renan Santos e Ronaldo Caiado empatados com 8,1% cada, e o ex-ministro Joaquim Barbosa registrando 1,7%.

A força política de Lula se torna ainda mais evidente nas projeções de segundo turno, nas quais o atual chefe do Executivo esmaga todos os adversários testados pela pesquisa de opinião. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente vence por 48,8% a 42,3%; contra o governador Ronaldo Caiado, o placar aponta vitória por 48% a 39%; diante do governador Romeu Zema, o resultado é de 48,2% a 38,5%; e contra o oposicionista Renan Santos, a vantagem governista salta para 49,2% contra 28,9%. Os números provam o desejo da população de dar continuidade ao projeto de reconstrução nacional, rejeitando as investidas autoritárias da oposição.
A pesquisa encerra os cenários de embate direto confirmando que Lula bateria a chapa da extrema direita mesmo se o candidato fosse o ex-presidente inelegível ou sua esposa. No duelo contra Michelle Bolsonaro, o atual mandatário vence por 48,7% a 38,9%, e contra Jair Bolsonaro o resultado aponta 48,6% contra 43,1%. O estudo estatístico ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, apresenta uma margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04582/2026.

Com informações do DCM
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