Justiça Federal determina sequestro de R$ 631 milhões de quadrilha ligada a cartel internacional
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O Ministério Público Federal ofereceu denúncia criminal contra dez homens apontados como integrantes de uma sofisticada organização criminosa transnacional voltada ao tráfico internacional de cocaína. Os relatórios oficiais revelam que a estrutura criminosa operava rotas marítimas estratégicas a partir de portos brasileiros com destino final em diversos países das regiões da Europa e da África. De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades federais, o grupo mantinha uma estreita ligação logística e comercial com a ’Ndrangheta, a poderosa máfia italiana que controla grande parte do mercado global de substâncias entorpecentes em larga escala.
O monitoramento detalhado realizado pela Polícia Federal constatou que o grupo — composto por sete cidadãos brasileiros, um sérvio, um espanhol e um colombiano — foi responsável pelo escoamento clandestino de mais de duas toneladas de cocaína pura em um intervalo de apenas doze meses. Diante da robustez do conjunto probatório, o órgão acusador requereu ao Poder Judiciário a condenação rigorosa de todos os denunciados pelos crimes conexos de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico transnacional, além de promoção e integração de organização criminosa de caráter permanente.
A peça acusatória do Ministério Público Federal detalha de forma minuciosa que cada um dos investigados exercia funções de alta especialização e perfeitamente delineadas dentro do organograma corporativo do crime. Os procuradores da República enfatizam que o material coletado nas fases anteriores demonstra de forma inequívoca que as condutas dos envolvidos ultrapassavam de longe o conceito de colaborações ocasionais ou esporádicas. A rede estruturada operava com estabilidade, permanência e alto aporte financeiro para garantir a reiteração das remessas de entorpecentes em compartimentos secretos de navios de carga.
O desmantelamento das bases operacionais da quadrilha ocorreu por meio da deflagração da Operação Narco Sky. Juízes da 5ª Vara Federal de Santos expediram dez mandados de prisão preventiva e três ordens judiciais de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em endereços comerciais e residenciais localizados nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará. As buscas tiveram como foco principal recolher novos elementos documentais e paralisar as atividades logísticas dos operadores que davam suporte terrestre ao carregamento dos contêineres nas zonas portuárias.
A decisão emanada pela Justiça Federal impôs ainda um severo estrangulamento financeiro ao cartel, determinando o bloqueio e o sequestro de bens móveis, imóveis, contas bancárias e ativos de moedas digitais que ultrapassam a cifra de 631 milhões de reais. Com o objetivo de capturar os operadores estrangeiros da organização, o Judiciário brasileiro autorizou formalmente a inclusão dos nomes do cidadão sérvio Antun Mrdeza e do colombiano Pedro Alonso Camacho Fernandez na Difusão Vermelha da Interpol, ativando os canais de cooperação policial internacional para a captura de ambos no exterior.
Com informações do DCM
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