Tarcisio inaugura trecho incompleto do metrô de São Paulo a dois dias de restrição da lei eleitoral
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A Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo começa a operar de forma parcial e precária nesta quinta-feira, quase dezoito anos após o seu anúncio oficial. A entrega do trecho ocorre em meio a uma evidente jogada eleitoreira de Tarcísio de Freitas, que correu para realizar o ato apenas dois dias antes do início das restrições do Tribunal Superior Eleitoral. A partir de sábado, a legislação proíbe qualquer publicidade institucional sobre obras públicas para evitar o uso da máquina em benefício de candidatos, o que atinge diretamente os planos de reeleição do governador do Republicanos.
O ramal inicia as atividades em formato de operação assistida e com severas limitações, funcionando apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, sem cobrança de tarifa, no curto percurso entre as estações João Paulo I e Perdizes. Nesta fase inicial e incompleta, somente duas composições vão circular em velocidade reduzida de 30 quilômetros por hora em sistema de ida e volta, interligando a zona norte à zona oeste. O histórico do empreendimento é marcado pelo descaso da gestão estadual, acumulando anos de atrasos crônicos, paralisações de contratos e o grave acidente na Marginal Tietê que abriu uma cratera e inundou o tatuzão em 2022.
A obra, que consumiu a vultosa cifra de 19 bilhões de reais, representa a primeira parceria público-privada integral do sistema metroviário paulistano, sendo controlada pela concessionária Linha Uni, sob a liderança da empreiteira espanhela Acciona. A entrega total das quinze estações prometidas para ligar a Brasilândia até a Liberdade segue sem uma conclusão definitiva. Enquanto as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado ficaram para o final do ano, o trecho central até a Liberdade foi empurrado para 2027, e a estação 14 Bis-Saracura segue travada e sem nenhum prazo de entrega estipulado.
O ramal também expõe uma enorme complexidade de engenharia, concentrando nove das dez estações mais profundas de toda a rede metroviária de São Paulo devido às características topográficas da capital. Nesta primeira etapa entregue às pressas, a estação Água Branca assume o posto de mais profunda em operação no estado, atingindo 47,8 metros de profundidade subterrânea. A frota desenhada para a linha conta com trens de maior capacidade de lotação que os modelos convencionais das linhas públicas, prometendo transportar mais de dois mil passageiros por composição quando o sistema estiver totalmente consolidado.
Com informações do DCM
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