Governador interino Ricardo Couto exige prisão de Ricardo Magro da Refit como o empresário mais nocivo do Rio
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O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, definiu o combate implacável aos grandes devedores de ICMS e à sonegação fiscal no setor de combustíveis como a principal estratégia para salvar as finanças fluminenses. O estado enfrenta um rombo severo e trabalha com uma meta de corte de R$ 5 bilhões em despesas até o fim do ano. Couto assumiu o cargo em março de 2026, após a renúncia de Cláudio Castro, integrante do partido de Jair Bolsonaro, o PL, cuja gestão deixou o caixa do estado em situação crítica.
Em entrevista, o governador interino mirou diretamente nos esquemas criminosos que sangram a receita pública e apontou o empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit e dono da antiga Refinaria de Manguinhos, como o criminoso financeiro mais prejudicial ao território fluminense. Ricardo Magro é alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela Polícia Federal e foragido internacional, com seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Couto afirmou categoricamente que o empresário sonegador não retorna ao Brasil unicamente pelo temor real de ser trancafiado na cadeia.
O chefe do Executivo estadual explicou que o expurgo definitivo desse operador do mercado de combustíveis é indispensável para restabelecer a legalidade e proteger o consumidor. A atividade ilegal coordenada pelo empresário está diretamente associada à distribuição de combustíveis adulterados e a uma gigantesca perda de receita tributária por meio de fraudes fiscais em solo fluminense e paulista. A meta do governo é limpar o setor para garantir o abastecimento com produtos de qualidade e erradicar a concorrência desleal que destrói a economia local.
A eficácia do combate ao crime institucionalizado ficou comprovada pelos dados apresentados pelo secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês. A arrecadação sobre o processamento de combustíveis saltou impressionantes 34% logo no primeiro mês após a deflagração da Operação Sem Refino, coordenada pela Polícia Federal contra as instalações da Refit. Para Ricardo Couto, os números provam que a recuperação do Tesouro fluminense depende diretamente do esmagamento de máfias econômicas que sabotam a arrecadação e paralisam a capacidade de investimento do Estado.
Paralelamente ao cerco contra os sonegadores e à exigência firme por austeridade interna na Secretaria de Fazenda, o Rio de Janeiro busca o apoio do governo federal para solucionar a crise estrutural. O governo fluminense confirmou a intenção de aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag, uma iniciativa criada na gestão do presidente Lula para permitir que os entes federativos renegociem suas dívidas históricas com a União sob condições justas, reduzindo drasticamente o estrangulamento do orçamento.
Outra frente financeira detalhada por Ricardo Couto envolve a revisão de empréstimos abusivos contraídos junto a instituições financeiras privadas em anos anteriores. O Palácio Guanabara negocia a transferência direta de parte substancial dessas dívidas para o Banco Mundial, assegurando prazos mais saudáveis e taxas de juros significativamente menores. O plano combina o combate aos sonegadores de combustíveis com o uso de mecanismos de socorro oferecidos pelo governo Lula para sepultar o legado de desorganização fiscal herdado do bolsonarismo.
Com informações do Brasil 247
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