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9/7/2026 13:36

Guilherme Boulos acusa Davi Alcolumbre de reter PEC do fim da escala 6x1 por birra política

Guilherme Boulos acusa Davi Alcolumbre de reter PEC do fim da escala 6x1 por birra política
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O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, desfechou uma cobrança pública e contundente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Boulos exigiu a votação imediata da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à massacrante escala de trabalho 6x1, modelo de exploração que obriga o cidadão a trabalhar seis dias para folgar apenas um. Em entrevista, o ministro denunciou que o parlamentar mantém o projeto deliberadamente paralisado e escondido em sua gaveta institucional unicamente por uma birra política mesquinha, sabotando uma pauta de interesse de milhões de famílias trabalhadoras para tentar emparedar o governo federal.

A Proposta de Emenda à Constituição foi amplamente aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026, estabelecendo a extinção definitiva do regime 6x1 e fixando a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, blindando constitucionalmente o direito do trabalhador de não sofrer nenhuma redução em seus vencimentos salariais. O texto, que representa a maior vitória popular do período recente na arena legislativa, encontra-se totalmente travado e aguardando despacho no Senado devido ao bloqueio estratégico operado pela cúpula da Casa, que se recusa a dar andamento à tramitação regular da matéria.

Guilherme Boulos subiu o tom e desafiou as forças da extrema direita que atuam no Parlamento a mostrarem suas verdadeiras faces ao país em uma votação aberta. O ministro-chefe disparou que, se os opositores da classe trabalhadora são contrários ao projeto de dignidade laboral, que tenham a coragem de registrar o voto negativo no painel eletrônico, citando nominalmente o senador bolsonarista Flávio Bolsonaro. Boulos defendeu que a classe operária e a sociedade brasileira possuem o direito inalienável de assistir ao debate transparente e conhecer a identidade de cada parlamentar que se posiciona a favor da manutenção da escravidão moderna.

O representante do governo do presidente Lula destacou que o fim da escala 6x1 se consolidou como a principal e mais urgente demanda da sociedade civil em tramitação no Congresso Nacional. Ele criticou duramente a postura de Davi Alcolumbre, classificando a retenção da proposta como um gesto menor e uma tentativa infantil de utilizar a vida e o desgaste físico de milhões de cidadãos como moeda de troca em uma disputa paroquial contra o Poder Executivo. Para o ministro, tensionamentos entre os poderes fazem parte da democracia, mas tornam-se inaceitáveis quando o comando do Legislativo pune o povo para inflar o próprio ego político.

A manifestação de Guilherme Boulos expõe a tática das lideranças conservadoras de interditar debates sociais profundos para proteger os interesses de cartéis empresariais que financiam a extrema direita. O Palácio do Planalto avalia que a sociedade brasileira não tolera mais ver direitos fundamentais sequestrados por jogos de bastidores no Senado. Ao cobrar publicamente que o projeto vá ao plenário, o ministro alinha o governo federal com o clamor das ruas, jogando os holofotes sobre a letargia de Davi Alcolumbre e sobre o silêncio covarde daqueles que, como Flávio Bolsonaro, agem nas sombras para perpetuar a exploração do trabalhador.

O tensionamento no Senado reflete o abismo ideológico entre o projeto popular de valorização humana liderado por Lula e as barreiras oligárquicas remanescentes no Congresso. Com o apoio massivo da opinião pública ao fim da jornada 6x1, a pressão encabeçada por Guilherme Boulos visa quebrar o cerco político montado pelo presidente da Casa e forçar o avanço da legislação protetiva. A aprovação da PEC das 40 horas semanais é encarada pela gestão federal como um passo civilizatório indispensável para devolver qualidade de vida e dignidade à classe trabalhadora, atropelando o boicote promovido pelos herdeiros do desmonte trabalhista.

Com informações do Brasil 247

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