Paulo Figueiredo deve R$ 5 milhões à União em condenação por FRAUDE de R$ 33 milhões
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O extremista Paulo Figueiredo, conselheiro político do senador Flávio Bolsonaro, acumula uma dívida de R$ 5 milhões com os cofres públicos e foi incluído na Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O calote tributário do propagandista da extrema direita vem à tona no pior momento possível para o clã bolsonarista, coincidindo com uma crise profunda provocada por declarações abertamente machistas do aliado. Figueiredo disparou publicamente que as mulheres votam extremamente mal, sabotando a estratégia eleitoral do parlamentar, que tenta desesperadamente conter a rejeição histórica que possui junto ao eleitorado feminino.
As pendências fiscais do blogueiro esgotaram todas as esferas de contestação administrativa e expõem um histórico de lesão ao patrimônio público. Em 2025, o aliado de Flávio Bolsonaro e seu pai foram condenados por uma fraude financeira que rendeu R$ 33 milhões aos cofres da família. Por não pagarem as multas estipuladas pela Comissão de Valores Mobiliários, que superam a marca de R$ 100 milhões, eles tiveram os nomes negativados. O rombo decorre de irregularidades em um empreendimento hoteleiro na Barra da Tijuca, construído em parceria comercial com o bilionário e atual presidente estadunidense Donald Trump.
O negócio da família que unia o bolsonarismo ao capital estrangeiro ruiu definitivamente na última semana, quando a Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da LSH Barra Empreendimentos Imobiliários. O projeto do antigo Hotel Trump deixou um rastro de destruição financeira estimado em quase R$ 200 milhões em prejuízos diretos a institutos de previdência e fundos de pensão que financiaram a estrutura. Em valores devidamente corrigidos pela inflação, o calote aplicado pelos Figueiredo atinge o patamar de R$ 400 milhões, sepultando o retorno financeiro prometido e enganando centenas de investidores.
Além dos crimes de ordem financeira, o neto do ditador João Batista Figueiredo responde a processo criminal no Supremo Tribunal Federal por envolvimento na organização de uma trama golpista para derrubar a democracia. A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-apresentador por usar seu alcance na mídia para inflamar os quarteis e incitar militares a aderirem ao golpe de Estado. O STF encontra dificuldades para intimá-lo legalmente, uma vez que o réu fugiu para os Estados Unidos e se recusa a apresentar defesa formal perante a Justiça brasileira, operando suas redes na total clandestinidade.
O comportamento do conselheiro provocou curto-circuito na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, gerando duras críticas inclusive da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Pressionado pelo desgaste, o senador levou uma semana para ensaiar uma reação pública e declarar que repudiava as agressões ao voto feminino, após tentar abafar o caso com um vídeo ameno nas redes sociais. Em resposta, Paulo Figueiredo subiu o tom contra o aliado, reafirmou os insults machistas e acusou Flávio Bolsonaro de praticar vitivismo, evidenciando a fragmentação do campo da extrema direita.
Com informações do DCM
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