Trump tem "inveja" da China, diz Lula, ao anunciar nova estratégia brasileira para minerais críticos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu uma guinada histórica na geopolítica do desenvolvimento nacional ao lançar as bases para uma política de industrialização e refino de minerais críticos e terras raras em solo brasileiro. Durante uma reunião estratégica com ministros, pesquisadores de ponta e empresários do setor, o chefe do Executivo elevou o tom contra as potências imperialistas e disparou que o presidente norte-americano, Donald Trump, nutre uma profunda "inveja" do monopólio científico e industrial acumulado pela China no processamento desses recursos valiosos. Com as cartas na mesa, Lula rechaçou o papel humilhante de mero exportador de commodities de baixo valor agregado e decretou que o Brasil vai competir de igual para igual com os chineses na fronteira da tecnologia global.
A nova diretriz do governo esmaga a visão entreguista do mercado tradicional de mineração. Ao constatar a excelência técnica dos laboratórios e das universidades brasileiras no encontro, o presidente defendeu que a riqueza oculta no subsolo nacional seja transformada em empregos qualificados, indústrias de ponta e autonomia estratégica. O país não aceitará o destino de ser um buraco de extração para abastecer fábricas estrangeiras. A meta clara e declarada é exportar inteligência e conhecimento agregado, dominando as complexas etapas de purificação e separação química essenciais para a fabricação de chips, baterias de veículos elétricos, sistemas de inteligência artificial e tecnologias de defesa militar.
"Nós não queremos ser vendedor de matéria-prima, nós queremos ser exportador de inteligência, de conhecimento. Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentor de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz" — Presidente Lula.
Essa postura altiva e soberana já se refletiu na diplomacia prática de Brasília. O governo brasileiro rejeitou de forma categórica o convite feito por Washington para integrar uma aliança internacional de minerais críticos. A recusa estratégica ocorreu porque o Planalto compreendeu que o pacto ocidental funcionava como uma coleira ideológica para limitar a autonomia nacional e forçar o alinhamento cego aos interesses dos EUA na guerra comercial. Em vez disso, o Brasil manterá negociações soberanas com múltiplos blocos, exigindo de forma inegociável a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias de refino dentro do território nacional. A arrancada para a consolidação desse novo império tecnológico ganha força também no Congresso Nacional, onde a Câmara dos Deputados aprovou um fundo garantidor robusto com R$ 5 bilhões em créditos tributários exclusivos para financiar e blindar o refino doméstico de minérios estratégicos.
Com informações da RT Brasil
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