Alcolumbre SABOTA fim da escala 6x1 e TRAVA direito histórico de trabalhadores no Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, consolidou-se como o principal obstáculo para a conquista histórica do fim da escala 6x1, mantendo a Proposta de Emenda à Constituição travada na gaveta de sua presidência há quase dois meses. Aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados no final de maio, a PEC garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. No entanto, o senador do União Brasil ignora o apelo popular e recusa-se a dar o despacho necessário para que o texto comece a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça, prolongando o sofrimento da classe trabalhadora e afrontando o governo do presidente Lula.
Essa resistência vergonhosa faz parte de uma estratégia de Alcolumbre para retaliar o Palácio do Planalto, após a deterioração das relações políticas provocada pela indicação e rejeição do ministro Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Casa reagiu com arrogância às pressões legítimas da bancada governista, que cobrou celeridade na tramitação da pauta, e divulgou nota afirmando que não se submete a ultimatos ou cobranças político-eleitorais. A postura do senador acendeu o sinal de alerta no Partido dos Trabalhadores, cujo líder na Câmara, Pedro Uczai, chegou a classificar Alcolumbre como inimigo por reter a proposta que devolve dignidade e tempo de descanso ao povo.
A PEC do fim da escala 6x1 é tratada como uma das principais bandeiras sociais do governo do presidente Lula, essencial para melhorar a qualidade de vida e a saúde mental da classe trabalhadora brasileira. A demora imposta por Alcolumbre visa deliberadamente arrastar o processo para impedir que a medida seja promulgada antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho, ou durante o período eleitoral, quando o esvaziamento do Congresso dificulta votações que exigem quórum de três quintos. O senador insiste que a Casa não deve apenas chancelar o texto dos deputados, usando a desculpa de promover um amplo debate com o setor produtivo para ocultar seu alinhamento com a agenda patronal.
Nos bastidores, o presidente do Senado articula alterações no texto para favorecer o empresariado, sugerindo a incorporação de propostas que permitem o pagamento com base apenas nas horas trabalhadas, o que precariza ainda mais os direitos trabalhistas. Caso consiga desfigurar o projeto com essas emendas, Alcolumbre forçará o retorno da PEC para nova votação na Câmara dos Deputados, empurrando qualquer decisão definitiva para depois das eleições e sabotando uma conquista social urgente. Sem o despacho presidencial, a reforma que daria um basta na exploração diária de milhões de brasileiros segue completamente paralisada no Senado por puro capricho político e fisiologismo.
Com informações do Brasil 247
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