Plano Brasil Soberano será usado contra tarifas de Trump e manobras da extrema direita
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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com firmeza ao presidente estadunidense Donald Trump, que impôs tarifas unilaterais de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social classificou a medida como um marco lastimável e sem respaldo jurídico ou econômico, reafirmando que o país utilizará todos os meios do direito internacional para defender sua soberania. O Brasil rejeita a aplicação da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos como pressão política e levará o caso à Organização Mundial do Comércio, além de ativar a Lei de Reciprocidade.
Para combater a narrativa dos Estados Unidos de que o Brasil seria discriminatório, o governo federal apresentou dados oficiais que comprovam o oposto. Nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam um superávit de 424,5 bilhões de dólares no comércio de bens e serviços com o Brasil. Somente em 2025, a vasta maioria das importações estadunidenses entrou no Brasil sem qualquer tarifa, enquanto a média de impostos cobrada pelo Brasil sobre bens daquele país foi de apenas 3,1%. Esses números provam que não há justificativa econômica para as sanções unilaterais.
O governo também rebateu ataques direcionados ao Pix, classificando-o como patrimônio nacional e infraestrutura pública de referência mundial. A gestão Lula deixou claro que não cederá às pressões de tecno-oligarcas e que a liberdade de expressão não pode servir de escudo para crimes. Sobre o meio ambiente, a nota refutou as acusações falsas dos Estados Unidos, destacando a redução expressiva do desmatamento em todos os biomas brasileiros desde 2023, resultado de políticas públicas eficazes que a extrema direita tenta ignorar.
A ofensiva tarifária de Trump também foi rejeitada pelo próprio setor privado. A consulta pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos mostrou que a maioria das empresas e representantes do setor, inclusive estadunidenses, posicionou-se contra as tarifas. Entretanto, o governo brasileiro destacou a atuação de Jair Bolsonaro e de seus filhos, como Flávio, Eduardo e Carlos, que colaboraram ativamente para construir essa agressão comercial. O governo aponta que esses falsos patriotas arquitetaram ações contra o próprio país, movidos por objetivos eleitoreiros.
Como resposta imediata, o governo federal colocou em prática o Plano Brasil Soberano para blindar empresas e cadeias produtivas brasileiras. Enquanto busca reverter a decisão na Organização Mundial do Comércio, o país fará valer a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional. A defesa da soberania nacional, segundo a nota, deve se sobrepor a disputas partidárias, reafirmando que o compromisso de proteger o Brasil independe de quem está no poder ou de ideologias que atacam o país em busca de vantagens externas.
Com informações do Brasil 247
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