Brasil pode sofrer taxa adicional de 12,5% dos EUA, sob alegação de falhas em fiscalização trabalhista
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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos avalia a imposição de uma tarifa extra de 12,5% sobre produtos brasileiros. A justificativa apresentada pelo órgão norte-americano aponta supostas falhas e deficiências do Brasil no combate à entrada e ao uso de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado. A medida, que ainda está em fase de análise, pode atingir diretamente setores importantes como o de alumínio, algodão, equipamentos eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.
A investigação conduzida pela autoridade americana abrange um total de 60 economias globais, analisando as importações realizadas entre os anos de 2021 e 2025. No caso brasileiro, o relatório sustenta que o país falhou em impor barreiras eficientes para bloquear a circulação de insumos vindos de nações acusadas de exploração laboral. A acusação foca principalmente na possibilidade de indústrias nacionais usarem insumos importados de baixo custo para baratear seus produtos finais, o que geraria uma concorrência desleal com as empresas dos Estados Unidos.
Caso a aplicação da tarifa seja confirmada pelo governo de Donald Trump, o Brasil fará parte de um grupo de 54 países submetidos à alíquota de 12,5%. Outras nações, incluindo membros da União Europeia, Canadá e México, receberam uma indicação de taxa menor, fixada em 10%, porque já possuem algum tipo de legislação recíproca ou compromissos bilaterais voltados para a proibição expressa de produtos ligados ao trabalho escravo.
Essa potencial nova cobrança surge em um momento de desgaste comercial entre Brasília e Washington, ocorrendo de forma paralela à sobretaxa de 25% já decretada para entrar em vigor no dia 22 de julho de 2026. Embora a tarifa de 25% traga isenções para commodities brasileiras como carne, café, suco de laranja e petróleo, as autoridades do setor produtivo ainda avaliam se a taxa de 12,5% por trabalho forçado poderá ser aplicada cumulativamente sobre os mesmos itens, o que ampliaria os custos para os exportadores nacionais.
Com informaçãos do Brasil 247
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