Em evento fechado, Flávio Bolsonaro ataca urnas eletrônicas com mentira antiga e tenta enganar embaixadores
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a demonstrar o total descompromisso da extrema direita com a verdade ao repetir mentiras batidas contra o sistema eleitoral brasileiro diante de quase 50 diplomatas e representantes internacionais. Durante o evento fechado "Debatendo o Brasil", o pré-candidato à Presidência tentou enganar a plateia estrangeira ao associar, sem qualquer fundamento, as urnas eletrônicas do país à empresa venezuelana Smartmatic, citando supostas vulnerabilidades apontadas por relatórios de inteligência estadunidense na eleição da Venezuela em 2012.
A tentativa desonesta de lançar suspeitas sobre as instituições brasileiras caiu por terra imediatamente diante dos fatos históricos mantidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota oficial reafirmada pela Justiça Eleitoral, a Corte deixou claro que a Smartmatic jamais forneceu urnas eletrônicas ou desenvolveu qualquer software utilizado na votação do Brasil. O tribunal lembrou que todo o sistema é concebido e gerido exclusivamente por órgãos brasileiros e que a referida empresa apenas prestou serviços pontuais de suporte técnico e treinamento de pessoal no passado, tendo inclusive perdido a licitação de fabricação dos aparelhos em 2020 para a empresa Positivo.
Além de inventar ligações inexistentes, o filho do ex-presidente ignorou deliberadamente que os programas das urnas são administrados 100% pela Justiça Eleitoral, sem qualquer acesso externo ou conexão com a internet. Com transmissão de dados inteiramente criptografada e mais de 20 anos de histórico sem qualquer registro comprovado de fraude, o sistema eleitoral brasileiro segue sendo referência mundial em auditabilidade e segurança. A despeito do ataque velado, o senador tentou disfarçar a manobra antidemocrática ao pedir que os países enviem observadores internacionais para as próximas eleições, uma encenação evidente para tentar passar uma falsa imagem de zelo democrático.
Diante do vexame e da forte repercussão negativa, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro tentou remediar o estrago divulgando uma nota covarde na qual alega que as declarações foram "descontextualizadas" e nega ter questionado a integridade do pleito. Assinado pelo próprio senador, pelo coordenador de campanha Rogério Marinho e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, o comunicado recorreu a malabarismos verbais para tentar sustentar que o objetivo da fala era apenas colaborar com a transparência do processo eleitoral, tentando esconder a nítida intenção de espalhar desconfiança.
O episódio vergonhoso expõe a repetição tática do circo golpista montado por Jair Bolsonaro em julho de 2022, quando o ex-mandatário atacou o TSE no Palácio da Alvorada perante embaixadores. Na reunião desta terça-feira, o filho chegou ao absurdo de defender o pai, que acabou condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tornando-se inelegível por oito anos. Sem qualquer proposta real para o país, a extrema direita insiste em usar os mesmos métodos mentirosos e manjar de conspirações para tentar desestabilizar a democracia brasileira perante os olhos do mundo.
Assista ao vídeo:
Com informações do Brasil 247
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