BOMBA! Escritório de Flávio Bolsonaro emitiu notas de R$ 1 milhão para empresa de fachada ligada ao Banco Master
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5192 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Novas revelações estarrecedoras expõem que a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro vai muito além do financiamento do filme "Dark Horse". Documentos fiscais comprovam que o escritório de advocacia do parlamentar — do qual é único sócio — emitiu e cancelou duas notas no valor total de R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., uma empresa de fachada usada pelo dono do Banco Master para movimentar R$ 58 milhões. Além dessas operações, o escritório do filho do ex-presidente faturou uma terceira nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa, transação que permaneceu válida.
As duas empresas receptoras das notas estão umbilicalmente ligadas pelo contador Rogério Lourenço Novo, que figura como responsável por ambas e como membro do conselho fiscal de corporações da teia de Vorcaro. Registrada com capital social irrisório de apenas R$ 40 no mesmo endereço da Contábil Correa em São Caetano do Sul, a Copenhagen não possui sede física nem site. O próprio contador Rogério já foi investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de operar esquemas de notas fiscais falsas e empresas de fachada para evasão fiscal com fraudes estimadas em mais de R$ 100 milhões.

Rogério Lourenço Novo
Veja as notas:



Criada no final de 2024, a Copenhagen figura surpreendentemente entre as 10 empresas que mais receberam recursos do Banco Master, acumulando R$ 58 milhões em repasses do banqueiro. No papel, a consultoria pertence ao fundo de investimentos Estônia, gerido pela Trustee DTVM — entidade sob investigação da Polícia Federal por atuar na ocultação e movimentação ilícita de patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro. Interrogado sobre os serviços prestados pelo senador, o contador alegou contratação para atender clientes de sua banca contábil, mas admitiu não se lembrar de nenhum trabalho efetuado nem dos nomes dos supostos beneficiados.
Pressionada pelos fatos, a assessoria de Flávio Bolsonaro tentou minimizar o escândalo alegando que a contratação com a Copenhagen não avançou e que as notas foram canceladas sem recebimento de valores. No entanto, o parlamentar confirmou o contrato firmado com a Contábil Correa, de onde saiu a fatura de R$ 500 mil não cancelada, e apelou à tática habitual da extrema direita ao atacar a imprensa e alegar vazamento ilegal de dados fiscais sigilosos com supostos fins políticos, ameaçando acionar a Justiça para impedir o avanço das apurações.
A teia de transações nebulosas envolvendo o escritório do pré-candidato, empresas sem estrutura operacional e figuras investigadas por fraudes pela Polícia Federal reforça as suspeitas sobre a utilização de estruturas de advocacia para a circulação de recursos de origem duvidosa. Enquanto o escândalo do Banco Master se aprofunda, o cerco sobre os negócios privados mantidos pelo clã ganha novos contornos na capital paulista e em Brasília.
O caminho do dinheiro:

O avanço das investigações sobre a ocultação de patrimônio e a emissão de faturas sem comprovação de serviços prestados amplia a crise em torno do parlamentar. A exposição continuada das conexões financeiras da extrema direita com operadores do mercado fragiliza ainda mais a tentativa do senador de se projetar como alternativa política viável.
Através de sua assessoria de imprensa, Flávio divulgou a seguinte nota:
"
“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:
Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.
Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.
Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.
Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores".
Com informações do Metrópoles
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