Gleisi comemora redução de feminicídios com prisão de 17 mil agressores no governo Lula
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Pela primeira vez na série histórica, o Brasil apresentou uma redução de 2,5% nos casos de feminicídio durante o primeiro semestre deste ano, marcando uma virada fundamental no combate à violência de gênero no país. O indicador inédito foi destacado nesta quarta-feira (22) pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que atribuiu o resultado diretamente às políticas públicas implementadas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A parlamentar ressaltou que a criação do Pacto Brasil contra o Feminicídio e o engajamento do governo federal e da primeira-dama Janja foram determinantes para conter uma tendência contínua de alta que vinha do período anterior.
A virada nos dados é impulsionada por ações concretas de segurança e avanços no Poder Judiciário. A Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com as polícias civis e militares, efetuou a prisão de mais de 17 mil agressores de mulheres desde o mês de março. Além da retirada de criminosos das ruas, a agilidade no sistema de proteção aumentou de forma expressiva, reduzindo o tempo médio para a concessão de medidas protetivas urgentes de 14 dias para menos de 48 horas.
Apesar da conquista nacional, com a queda do total de vítimas de 760 para 741 na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, os dados revelam um grave contraste provocado por governadores de oposição. A alta de casos concentrou-se justamente em estados cujas gestões estaduais recusaram adesão ao pacto do governo federal. O exemplo mais estarrecedor ocorreu em Goiás, governado pelo bolsonarista Ronaldo Caiado, onde as mortes por gênero dispararam 113,6%. Outras regiões que ignoraram as diretrizes federais, como o Paraná e Santa Catarina, também registraram altas expressivas de 17% e 33,3%, respectivamente.
As altas registradas em locais sob comando de lideranças reacionárias incluem também Sergipe, Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio Grande do Norte. Para a deputada Gleisi Hoffmann, a omissão ou a recusa ideológica dessas administrações estaduais em cooperar com o Ministério da Justiça custa vidas e envergonha o país. A parlamentar cobrou o envolvimento imediato de todos os governadores e prefeitos na rede nacional de proteção para que o combate ao crime contra as mulheres seja efetivo em todo o território.
Em contrapartida, a estrutura federal segue sendo fortalecida com o funcionamento do Centro Integrado Mulher Segura e a elevação das punições no Código Penal. Transformado em crime autônomo, o feminicídio conta com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão, podendo chegar a 60 anos caso existam agravantes, configurando a sanção mais dura do direito penal brasileiro. Essa rigorosidade jurídica combina-se às operações federais para sufocar a impunidade e proteger a integridade das cidadãs.
O recuo de mortes no balanço geral comprova a eficácia das prioridades estabelecidas pelo presidente Lula para defender a vida das mulheres e reconstruir a rede social do país. A consolidação dos resultados positivos, contudo, exige que governadores alinhados à extrema direita deixem a disputa política de lado e passem a cumprir a obrigação institucional de proteger a população feminina em seus estados.
Com informações do Brasil 247
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