ACORDO NUCLEAR de Trump com Arábia Saudita LIMITA INSPEÇÃO internacional e preocupa especialistas
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O presidente dos Estados Unidos, o extremista Donald Trump, aprovou um controverso acordo de cooperação nuclear com o reino da Arábia Saudita que poderá autorizar o enriquecimento de urânio em solo saudita. O pacto, com validade prevista para 30 anos, prevê a priorização de corporações estadunidenses na construção de usinas e na infraestrutura do programa atômico civil saudita, afastando concorrentes internacionais. A medida reflete a disposição do governo de extrema direita em Washington de flexibilizar exigências históricas de segurança e não proliferação para atender aos interesses da indústria de seu país e a parceiros autoritários.
A cláusula mais sensível do entendimento abre margem para a construção de uma planta de enriquecimento de combustível atômico em território saudita por empresas estadunidenses, condicionada apenas a um estudo conjunto de viabilidade civil. Embora a Casa Branca alegue que a presença direta de técnicos e autoridades estadunidenses garantirá a fiscalização para evitar o desvio de material para fins bélicos, o plano enfrenta severa oposição de parlamentares e especialistas em segurança internacional. A liberação dessa tecnologia crítica em uma das regiões mais instáveis do planeta é apontada como um estopim para uma perigosa corrida armamentista.
Para destravar a negociação com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, Donald Trump cedeu a termos que flexibilizam as salvaguardas tradicionais de não proliferação nuclear. As concessões do governo estadunidense incluem regras que restringem o acesso de inspetores internacionais a instalações em casos de suspeita de desvio de material sensível. O afrouxamento da fiscalização contrasta diretamente com o modelo aplicado aos Emirados Árabes Unidos no Acordo 123, ocasião em que a nação árabe renunciou voluntariamente ao enriquecimento de urânio em seu solo como garantia de transparência.
As negociações de cooperação nuclear entre Washington e Riad vinham sendo construídas de forma contínua ao longo das últimas gestões, incluindo discussões conduzidas durante o mandato do ex-presidente Joe Biden e agendas do secretário de Energia estadunidense, Chris Wright. A articulação buscava compor um pacote geopolítico amplo de segurança e diplomacia no Oriente Médio, cujas tratativas haviam perdido tração após o agravamento do conflito na Faixa de Gaza no fim de 2023.
A postura permissiva de Donald Trump desconsidera o histórico de declarações de Mohammed bin Salman, que já afirmou publicamente que o reino buscará armas atômicas caso o rival Irã desenvolva seu próprio arsenal. Em um cenário regional marcado pela rivalidade estratégica entre Teerã e Riad, a decisão da Casa Branca de fornecer tecnologia de enriquecimento de urânio expõe o planeta a riscos inéditos de escalada militar para favorecer alianças políticas e comerciais da extrema direita global.
Com informações do DCM
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