Chantagem de Trump fracassa ao poupar 471 produtos do Brasil para conter inflação nos Estados Unidos
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O governo dos Estados Unidos foi forçado a expor sua própria contradição e dependência da economia brasileira ao divulgar a lista de isenções da nova sobretaxa de 12,5%. Sob o pretexto cínico de combater o trabalho forçado, a gestão de Donald Trump recuou e poupou 471 itens estratégicos exportados pelo Brasil, como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, suco de laranja e açaí. A medida comprova que a narrativa da Casa Branca não passa de uma farsa para tentar disfarçar o pavor do aumento da inflação interna em solo estadunidense.
A manobra do governo americano escancara que o protecionismo de Donald Trump encontra limites na própria necessidade do mercado dos Estados Unidos. Ao livrar da tributação matérias-primas e insumos fundamentais para o abastecimento de suas indústrias e consumidores, Washington tentou proteger seu público da alta de preços, enquanto impõe tarifas desleais que podem chegar a 37,5% sobre os demais setores da pauta exportadora brasileira que ficaram fora da lista de exceções.
A alegação oficial de Washington de que a investigação enquadrada na Seção 301 visava punir supostas violações trabalhistas no Brasil foi prontamente desmascarada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil possui uma das legislações mais rígidas e exemplares do mundo no combate ao trabalho análogo à escravidão, além de ser signatário de todos os tratados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A desculpa usada por Donald Trump nada mais é do que uma barreira comercial arbitrária e preconceituosa.
O próprio desenho das isenções concedidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deixa evidente que os fatores econômicos falaram mais alto do que o discurso moralista. Enquanto dispensou tarifas para os produtos que abastecem a indústria estadunidense, Washington demonstrou um tratamento seletivo e discriminatório ao aplicar regras diferenciadas para outros países parceiros, como Canadá e membros da União Europeia, escancarando a falta de critérios jurídicos da medida.
Diante de mais esse ataque infundado contra a economia nacional, o governo Lula reagiu com altivez e anunciou que contestará as tarifas arbitrárias na Organização Mundial do Comércio (OMC). Além da ação multilateral, o Brasil acionará os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder à altura às agressões protecionistas de Washington, garantindo a defesa intransigente da soberania e dos trabalhadores brasileiros.
A tentativa de constrangimento promovida por Donald Trump acabou por revelar a força e a essencialidade da produção brasileira no cenário global. A diplomacia firme do governo Lula segue trabalhando para desmantelar essa ofensiva descabida, provando que o Brasil não aceitará ser tutorado nem prejudicado por manobras eleitoreiras e protecionistas dos Estados Unidos.
Com informações do Brasil 247
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