Governo Lula barra entrada de enviados de Trump que vinham ao Brasil auditar eleições
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O governo brasileiro agiu com rapidez e rigor institucional para conter o que classificou como uma tentativa inaceitável de ingerência externa em seus assuntos soberanos. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indeferiu o pedido de visto oficial apresentado por dois altos funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os diplomatas norte-americanos tinham como objetivo desembarcar no Brasil nas próximas semanas para conduzir uma agenda que incluía reuniões com autoridades eleitorais e articulações diretas com a campanha de oposição.
A missão estrangeira, cujo planejamento de viagem foi revelado originalmente pelo jornal The Washington Post, seria composta por Riley M. Barnes, secretário-adjunto, e Samuel Samson, subsecretário-adjunto do governo de Donald Trump. O pedido formal de visto deu entrada em Brasília no dia 20 de julho, mas, após uma análise detalhada dos riscos envolvidos, a diplomacia brasileira decidiu comunicar oficialmente a Washington o veto à entrada dos emissários. O diagnóstico oficial do Palácio do Planalto apontou que a comitiva tinha o propósito central de validar e dar eco internacional ao discurso que tenta desacreditar o sistema eletrônico de votação.
Fontes do Executivo brasileiro apontaram que a investida da Casa Branca estava diretamente entrelaçada com a estratégia do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro. O parlamentar vem promovendo reuniões com delegações estrangeiras e embaixadores para propagar teorias conspiratórias sobre as urnas, replicando a cartilha utilizada no pleito de 2022. Para as autoridades de Brasília, a tentativa do governo Trump de enviar agentes para se reunirem secretamente com a chapa do PL e pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cruzou uma linha vermelha diplomática perigosa.
O contra-ataque de Brasília ocorre em um fim de semana de alta voltagem política, marcado pela convenção do PL em São Paulo, que conta com a presença do presidente argentino Javier Milei. Ao barrar os funcionários norte-americanos, o governo federal isola a ofensiva golpista e sinaliza que o país não tolerará que potências estrangeiras instrumentalizem o debate político local ou ameacem a integridade das instituições democráticas brasileiras na antessala das eleições de outubro.
Com informações do UOL.
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