Lindbergh Farias aponta "fracasso" em convenção do PL sem alianças e sem vice para Flávio Bolsonaro
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A convenção nacional do Partido Liberal (PL) que oficializou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República virou alvo de duras críticas por parte do campo governista. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) gravou um pronunciamento público para classificar o ato partidário como um "fracasso político completo" e uma "vergonha alheia". O parlamentar fluminense baseou seu diagnóstico no isolamento da chapa, apontando que o PL não conseguiu atrair nenhum partido aliado para compor formalmente a coligação e sequer definiu um nome para a vaga de candidato a vice-presidente da República.
O evento, realizado na capital paulista, buscou compensar o isolamento partidário doméstico com a mobilização de suas principais lideranças internas — como Valdemar Costa Neto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) — e a importação de apoio externo. A presença do presidente da Argentina, Javier Milei, no entanto, gerou uma crise diplomática paralela. O discurso do mandatário argentino continha ataques diretos ao presidente Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, provocando uma imediata nota de repúdio do presidente do STF, ministro Edson Fachin, e abrindo caminho para uma reprimenda oficial do Itamaraty.
Para além das polêmicas com o aliado internacional, a própria narrativa da campanha foi questionada pela oposição. De acordo com Lindbergh, a falta de propostas programáticas ficou evidente pelo foco quase exclusivo do PL em centrar o projeto eleitoral na pauta de libertação de Jair Bolsonaro, que se encontra preso e condenado por tentativa de golpe de Estado. O deputado petista ironizou o fato de a campanha precisar recorrer a uma versão digitalizada e artificial do ex-presidente para tentar injetar entusiasmo na base militante.
A exibição do avatar de inteligência artificial simulando a voz e a imagem de Bolsonaro — que pedia votos para o filho ("sangue do meu sangue") e afirmava que nenhuma prisão calaria seu movimento — coroou o tom polêmico do encontro. A estratégia de marketing tecnológico ocorre em um instante em que o PL enfrenta forte resistência de partidos estratégicos do chamado bloco de centro. Siglas cobiçadas para encorpar o tempo de TV e os fundos de campanha preferiram manter a neutralidade, evitando amarrar seus destinos políticos a uma chapa cercada por impasses jurídicos e isolada no xadrez partidário nacional.
Com informações do Instagram
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