Lindbergh denuncia Flávio Bolsonaro por "traição à pátria" e crimes eleitorais em convenção do PL
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A convenção nacional do Partido Liberal (PL), que lançou o senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, transformou-se em um complexo caso jurídico. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou formalmente a Procuradoria-Geral da República (PGR) neste domingo (26), solicitando uma investigação rigorosa sobre uma série de supostas irregularidades e condutas criminosas que teriam sido praticadas durante o evento político em São Paulo.
Na representação enviada à PGR, o parlamentar governista detalha infrações que ferem tanto a legislação eleitoral quanto preceitos constitucionais de soberania nacional. O primeiro ponto de contestação baseia-se na participação ativa do presidente da Argentina, Javier Milei, no palanque da legenda. Lindbergh argumenta que a presença do mandatário estrangeiro, que discursou e pediu votos explicitamente para Flávio Bolsonaro, viola de forma direta o Artigo 337 do Código Eleitoral brasileiro, que proíbe terminantemente a interferência ou engajamento de cidadãos estrangeiros em atividades político-partidárias no país.
Outro pilar central da denúncia foca no uso de tecnologia digital para contornar sanções do Judiciário. A campanha do PL utilizou um avatar de Inteligência Artificial para reproduzir a voz e a imagem de Jair Bolsonaro. Como o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos por inelegibilidade e cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, o deputado do PT sustenta que o uso de ferramentas de IA configurou uma fraude deliberada para burlar as restrições impostas pela Justiça Eleitoral, criando um precedente perigoso para a propaganda partidária.
Além das acusações técnicas no âmbito eleitoral, a denúncia assume contornos de segurança nacional. Lindbergh Farias acusa a cúpula do PL de incorrer em "traição à pátria" ao articular um alinhamento com lideranças da extrema-direita global para inflamar suspeitas contra as instituições brasileiras. De acordo com o texto protocolado na PGR, o grupo bolsonarista agiu para chancelar uma ingerência externa no processo democrático do país ao apelar publicamente por sanções ou intervenções políticas de figuras do governo norte-americano, como Donald Trump e o senador Marco Rubio, contra o ecossistema institucional do Brasil.
URGENTE. Acabamos de entrar na PGR contra Flávio Bolsonaro pelos vários crimes que ele cometeu ontem na Convenção do PL. Usou Bolsonaro por IA e Milei pediu voto pra ele, o que é proibido por nossa legislação eleitoral. O crime mais grave é o pedido para que Trump e os EUA… pic.twitter.com/VCw9BmBKll
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 26, 2026
Com informações do X
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