Interferência de André Mendonça na Polícia Federal gera mal-estar em apuração no STF
Compartilhe
4869 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Um requerimento da Polícia Federal para abrir frente de investigação sobre Fábio Luiz Lula da Silva intensificou o atrito existente entre os investigadores da corporação e o gabinete do ministro André Mendonça, indicado ao Supremo Tribunal Federal pela gestão anterior de extrema direita. A nova linha investigativa busca averiguar suspeitas de corrupção e tráfico de influência no âmbito do inquérito que apura irregularidades no INSS, evidenciando o clima de tensão que se arrasta há meses entre a equipe policial e o gabinete do relator.
O pedido formulado pelos investigadores deu entrada no STF durante o período de plantão sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Seguindo os ritos processuais adequados, Alexandre de Moraes encaminhou a solicitação para análise da Procuradoria-Geral da República, que emitiu parecer favorável ao prosseguimento da apuração, culminando na distribuição do feito para o gabinete do ministro André Mendonça. No entanto, fontes da corporação apontam que as pressões e ingerências do gabinete do magistrado conservador sobre o trabalho técnico já vinham ocorrendo rotineiramente.
Segundo apurado pelo portal g1, o gabinete do ministro indicado pela extrema direita vinha cobrando prazos de forma atípica, questionando a velocidade de diligências e demonstrando incômodo com mudanças internas na equipe de delegados responsável pelos trabalhos. A Polícia Federal rebateu integralmente qualquer ilação sobre a condução das apurações, frisando que a atuação do órgão é pautada por rigor estritamente técnico, sem qualquer margem para desvios ou direcionamentos de caráter político.
O ponto central do incômodo reside em limites impostos por André Mendonça para blindar o fluxo de informações, restringindo a comunicação dos delegados com a própria chefia da Polícia Federal. Diante do que classificou como ingerência indevida em suas competências constitucionais, a corporação acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar as decisões do relator. Integrantes da PF reforçam que juízes não podem intervir na autonomia da atividade policial nem atropelar o livre exercício das atribuições da corporação.
As consultas formais encaminhadas à AGU pela Polícia Federal contra os abusos de autoridade e restrições operacionais começaram ainda em janeiro, quando o processo era relatado pelo ministro Dias Toffoli. Em maio e junho, os questionamentos da corporação foram devidamente formalizados para conter as arbitradias do gabinete. A instituição enfatiza que a busca por resguardar suas prerrogativas junto à AGU é anterior aos novos desdobramentos e visa proteger a soberania do órgão investigador contra ingerências do Judiciário.
Além do embate sobre os limites de atuação, documentos cujo sigilo foi parcialmente levantado trouxeram à tona suspeitas de vazamento seletivo de informações em trechos do processo referentes ao senador Jaques Wagner. A hipótese de vazamento ilegal foi incorporada às petições do inquérito, reforçando a necessidade de rigor e transparência em um processo constantemente tensionado por manobras e interferências do gabinete do ministro relator.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
