PT denuncia ataque de gênero contra Camila Jara em evento da FIEMS
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A misoginia institucional e o autoritarismo da elite econômica voltaram a mostrar as suas garras mais violentas no centro do debate político. Em uma nota oficial recheada de indignação, a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados repudiou veementemente o tratamento aviltante, machista e truculento desferido contra a deputada federal Camila Jara (PT-MS). O lamentável episódio ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), em Campo Grande, onde a parlamentar foi arbitrariamente barrada por ordens expressas do presidente da federação patronal, Sérgio Longen. Camila integrava a comitiva oficial da União a convite do próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O ato de violência de gênero assumiu contornos dramáticos e expôs a face fascista de quem recusa o pluralismo democrático. Mesmo identificando-se reiteradamente como representante legítima do Congresso Nacional no exercício de uma missão oficial, a deputada foi impedida de acessar o elevador que a conduziria ao encontro dos ministros e demais autoridades. Tratada com extrema rispidez pela segurança privada do local, Camila Jara chegou a ser ameaçada de remoção física e forçada da federação. A bancada petista, liderada pelo deputado Pedro Uczai (SC), denunciou que o ataque covarde representa um atentado contra o mandato constitucional da parlamentar e uma agressão direta aos seus mais de 56 mil eleitores.
A agressão contra a deputada ganha contornos ainda mais graves por ocorrer em Mato Grosso do Sul, o quarto estado com a maior taxa de feminicídios no país. A truculência patronal contrasta frontalmente com as ações do governo do presidente Lula, que instituiu o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio — derrubando os casos de assassinatos de mulheres em 11,45% nos primeiros cem dias do programa —, além de aprovar a obrigatoriedade da divulgação do Ligue 180, lei relatada pela própria Camila Jara. Ironia maior é o fato de o Ministério da Fazenda de Lula ter acabado de renegociar R$ 7,7 bilhões da dívida do próprio estado de MS para viabilizar investimentos públicos, provando que, enquanto o governo federal trabalha pelo desenvolvimento do povo sul-mato-grossense, os barões da indústria local usam a força bruta para silenciar as mulheres e boicotar a democracia.
Com informações do Brasil247
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