Lula defende fortalecimento da defesa nacional e aponta criação de fábrica brasileira de drones
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Durante a convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a defesa nacional e o desenvolvimento da indústria militar devem ser tratados como prioridades estratégicas em um eventual quarto mandato. O presidente destacou que a esquerda precisa encarar o setor militar sob a ótica da soberania e da proteção do país, defendendo que o fortalecimento das Forças Armadas serve como instrumento para garantir a paz e resguardar as vastas riquezas e fronteiras do território brasileiro.
Um dos pontos centrais abordados por Lula foi a necessidade urgente de reduzir a dependência tecnológica externa em áreas sensíveis. O presidente questionou o fato de o Brasil, com sua dimensão continental, ainda não ter consolidado uma indústria nacional para a produção de drones. A fabricação própria desses equipamentos é considerada fundamental para intensificar o monitoramento da Amazônia, das fronteiras terrestres e da faixa marítima, além de impulsionar a inovação tecnológica, a autonomia e a geração de empregos qualificados no país.
Para viabilizar esses avanços, Lula defendeu a atuação direta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos da base industrial de defesa. A proposta integra a política industrial ao plano de desenvolvimento econômico, prevendo a ampliação de recursos públicos em pesquisa e inovação para setores de alta complexidade. A medida visa garantir que o Estado atue como indutor de tecnologias estratégicas para o país.
Contextualizando a proposta com o cenário geopolítico global, o presidente citou a reestruturação e o aumento dos investimentos militares realizados por nações europeias desde o início da guerra na Ucrânia. Lula ressaltou que as incertezas internacionais exigem atenção constante do Brasil, reiterando que o objetivo nacional não é a preparação para conflitos armedos, mas sim a construção de capacidades próprias para preservar a soberania e proteger os recursos estratégicos brasileiros de forma independente.
Ao articular investimentos públicos, inovação industrial e atuação das Forças Armadas, as declarações indicam a intenção do governo de expandir o papel do Estado na soberania tecnológica. A estratégia busca unir o projeto de desenvolvimento econômico à segurança nacional, garantindo autonomia na fabricação de equipamentos essenciais e consolidando a defesa como pilar do crescimento do país.
Com informações do Brasil 247
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