Ministro Flávio Dino assume relatoria de investigação da PF sobre Lulinha
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator do novo pedido da Polícia Federal para instaurar um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva. A corporação alega a necessidade de apurar suposto tráfico de influência em favor de empresas parceiras no governo federal, em uma clara ofensiva institucional que contrasta com a conivência histórica dada aos escândalos e esquemas da família de Jair Bolsonaro e seus aliados.
O pedido enviado ao STF surge logo após o ministro André Mendonça, terrivelmente evangélico e indicado ao cargo por Jair Bolsonaro, autorizar a abertura de duas apurações contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A atuação célere em autorizar inquéritos contra alvos ligados ao campo progressista evidencia um duplo padrão incômodo, principalmente ao se recordar a omissão sistemática diante das graves denúncias de rachadinhas, mansões milionárias e desvios que cercam Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Entre os focos das investigações autorizadas por André Mendonça sob a tese de tráfico de influência e corrupção, está a suposta intermediação de interesses no Ministério da Saúde em negociações voltadas à liberação comercial da cannabis medicinal. A narrativa construída busca criar desgaste político ao governo Lula, enquanto figuras da extrema direita seguem impunes por escândalos de proporções muito maiores praticados durante a gestão anterior.
Outra frente das investigações tenta vincular o nome de Fábio Luís a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), citando sua relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes. A articulação policial tenta transformar contatos pessoais em esquemas criminosos, utilizando métodos de desgaste de imagem amplamente conhecidos e festejados pelos seguidores do bolsonarismo nas redes sociais.
O segundo inquérito mira suposta atuação em benefício de uma empresa de tecnologia com contratos na Dataprev. A tese da PF sustenta que um empresário do setor teria agido ao lado de Fábio Luís, de Antônio Carlos Camilo Antunes e da empresária Roberta Luchsinger — apontada como amiga do filho do presidente — para tentar obter contratos com o governo federal.
Agora, caberá ao ministro Flávio Dino analisar rigorosamente a consistência jurídica do pedido da PF e decidir sobre a abertura ou não desta terceira investigação, garantindo que o STF atue com isenção e respeito ao devido processo legal, sem ceder a pressões políticas do bolsonarismo.
Com informações do DCM
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