Flávio Bolsonaro DESCUMPRE promessa e ESCONDE contas de filme sobre Jair Bolsonaro
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4973 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A conduta de Flávio Bolsonaro em relação ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, expõe mais um capítulo do repúdio da população à falta de ética e à obscurantismo que marcam a extrema direita no Brasil. Após prometer transparência diante da repercussão de áudios em que negociava recursos com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, o senador ultrapassou o prazo de 30 dias por ele mesmo estabelecido. Já se passaram meses sem que o parlamentar ou a produtora do longa apresentem publicamente qualquer documento que comprove a origem e a destinação do dinheiro movimentado no projeto.
O episódio ganhou contornos graves após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e acusado de articular uma expressiva fraude financeira. Pressionado, o senador tentou conter o desgaste político prometendo uma prestação de contas pública. Contudo, as explicações prometidas não passaram de uma manobra para enganar a opinião pública e blindar seu grupo político de maiores investigações, mantendo as negociações financeiras sob total segredo.
A pré-campanha do senador e a produtora Go Up Entertainment esquivaram-se da responsabilidade ao alegar que as informações foram entregues à Justiça dentro de um processo sigiloso. O uso de segredo de Justiça pela produtora Karina Ferreira da Gama impede o acesso da sociedade aos dados reais. Ao esconder as informações do povo, o grupo político descumpre abertamente a promessa de clareza e reforça as práticas obscuras associadas ao clã conservador.
Até mesmo dentro de seu próprio partido, o PL, as explicações ficaram pendentes. Flávio Bolsonaro havia sinalizado que os valores oriundos do banqueiro seriam isolados, mas nenhuma comprovação foi apresentada à imprensa ou aos órgãos de controle. Sem a divulgação das movimentações financeiras, permanece o mistério sobre quem são todos os investidores envolvidos no projeto e de que forma esses recursos circularam entre as empresas e fundos vinculados aos aliados do ex-presidente.
As apurações apontam que Flávio Bolsonaro negociou US$ 24 milhões com Daniel Vorcaro, valor equivalente a R$ 134 milhões. Parte expressiva desse montante teria entrado no projeto por meio do fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos e sob controle de Eduardo Bolsonaro. A estrutura do fundo teria recebido cerca de US$ 10,6 milhões do banqueiro. A produtora alega ter gasto R$ 75 milhões na obra, valor respaldado por um laudo pericial que atesta apenas a origem privada do capital, sem discriminar nominalmente a autoria dos aportes.
O caso escancara a contradição do discurso da extrema direita e a atuação de figuras como Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, além do próprio Jair Bolsonaro, em negociações milionárias com empresários investigados. A alegação genérica de "origem privada" nos documentos entregues ao Judiciário confirma a entrada das cifras, mas falha em oferecer a transparência prometida à sociedade, que segue sem respostas sobre o destino do dinheiro e as redes de influência do grupo.
Com informações da Fórum
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