Exército avança na modernização militar com edital para compra de drones camicases
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O Exército Brasileiro deu um passo decisivo para atualizar a sua capacidade bélica ao abrir uma licitação internacional voltada à compra da sua primeira leva de drones camicases, conhecidos tecnicamente como munições vagantes ou remotamente pilotadas. Integrado ao Programa Estratégico do Exército ASTROS – FOGOS, o certame busca fornecedores globais capazes de atender às exigências tecnológicas observadas em teatros de operações modernos, como a guerra entre Rússia e Ucrânia.
O processo formal de mapeamento teve início com o Requerimento de Informações, que consultou parâmetros armamentistas para vetores de curto (10 km) e médio alcance (40 km), além de suporte para simuladores e treinamento. O percurso incluiu um Estudo Técnico Preliminar e consultas públicas conduzidas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia e pelo Escritório de Projetos do Exército com a Base Industrial de Defesa. Embora 83 empresas nacionais tenham demonstrado interesse e 12 tenham sido aprovadas para projetos de vigilância e lançadores de granadas, nenhuma indústria brasileira contava com um sistema de munição vagante já desenvolvido, exigindo o recurso ao mercado internacional.
Diferente de um míssil tradicional, cuja trajetória é balística ou pré-programada no lançamento, a munição vagante opera em sobrevoo contínuo pela área designada até identificar o alvo. O operador acompanha a transmissão de vídeo em tempo real para orientar o impacto de precisão. O uso em massa desse tipo de equipamento ganhou apelo global por entregar alto poder de destruição contra blindados, artilharia e postos de comando a custos substancialmente menores que os de mísseis anticarro convencionais.
Nesta primeira fase de validação e consolidação doutrinária, o edital do Exército prevê a compra de 14 munições vagantes, 14 lançadores e 14 acondicionadores para transporte. O lote inicial será acompanhado por uma estação de comando e controle, um simulador de missão e suporte logístico integrado. Os requisitos estipulam equipamentos da Categoria 1: peso máximo de 20 kg, envergadura até 1,6 metro, capacidade de transportar 2 kg de carga explosiva, alcance de até 40 km e autonomia mínima de voo de 20 minutos.
Embora o lote de testes venha do exterior, o Exército planeja absorver a tecnologia para futuras compras em larga escala via Base Industrial de Defesa. Parcerias estratégicas já estão em andamento no setor privado nacional, como a reestruturação da Avibras na área de sistemas não tripulados e a cooperação entre o Grupo EDGE e a SIATT, indicando o caminho para a consolidação da produção nacional de munições remotamente pilotadas a longo prazo.
Com informações da Fórum
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