Rogério Marinho tenta envolver cúpula do governo e vai ao STF por quebra de sigilo de Marcola
Compartilhe
2553 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Integrantes do Partido Liberal formalizaram um requerimento sigiloso no Supremo Tribunal Federal para exigir a devassa nas contas bancárias e fiscais de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O pedido foi protocolado pelo senador Rogério Marinho e direcionado ao ministro André Mendonça. A ala da extrema direita tenta emplacar a tese de que o antigo chefe de gabinete do presidente Lula teria recebido informações privilegiadas de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o escândalo do INSS.
Além da quebra de sigilo desde o início de 2023, o documento apresentado pela oposição faz uma série de exigências cautelares para constranger o Palácio do Planalto. O partido pede a expedição de mandado de busca e apreensão para recolher celulares, computadores e documentos do ex-assessor. A representação cobra ainda a entrega da lista completa de visitantes do Palácio do Planalto e do Alvorada nos últimos 30 dias, somada ao registro detalhado de todas as reuniões do presidente com o diretor-geral da corporação.
O foco sobre o ex-chefe de gabinete intensificou-se após a divulgação de repasses financeiros em suas contas pessoais no valor de R$ 249 mil. As transferências foram realizadas pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como articuladora de negócios ligados a alvos de operações policiais e amiga de Fábio Luís Lula da Silva. Diante da exposição promovida pela oposição, o ex-assessor prestou esclarecimentos públicos e demonstrou a origem do dinheiro, esclarecendo a lisura da transação privada.
Em nota oficial, Marcola explicou que o montante tratava-se de um empréstimo pessoal já integralmente quitado e devolvido à empresária, rebatendo qualquer ilação sobre ato ilícito no exercício da função pública. Apesar de ter deixado o posto no governo para atuar na articulação política da reeleição, o profissional optou por se afastar voluntariamente do trabalho partidário para focar no desmonte das ilações infundadas promovidas pelos adversários e preservar a imagem do projeto político.
A ofensiva encabeçada pelo bolsonarismo tenta utilizar o Judiciário para desgastar a cúpula do Poder Executivo em meio ao ambiente pré-eleitoral. Ao solicitar dados de acessos e agendas da Presidência da República, os parlamentares repetem táticas de fustigamento institucional sem apresentar provas de interferência nas apurações da corporação policial. A estratégia busca desviar a atenção de apurações que atingem quadros do antigo governo e criar um clima de suspeição sobre a rotina de trabalho em Brasília.
As solicitações formuladas pelo PL dependem de análise e deliberação do relator no Supremo Tribunal Federal, que avaliará a fundamentação jurídica dos pedidos de busca e quebra de sigilo. A defesa do ex-assessor permanece à disposição das autoridades para comprovar a regularidade de todos os seus atos e a quitação dos valores questionados. O governo federal reafirma que as instituições atuam com total independência e dentro dos limites estritos da legalidade.
Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
