Luxo e rotas suspeitas: jatinho de Vorcaro fez 16 voos internacionais a partir do Paraguai, desde prisão
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1197 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A ostentação e os esquemas do mercado financeiro ganham mais um capítulo indignante. O jatinho de luxo Gulfstream GV-SP, avaliado em cerca de R$ 120 milhões e vinculado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, realizou 16 voos internacionais desde que ele voltou a ser preso em março, utilizando a cidade de Assunção, no Paraguai, como base estratégica de operações. Em uma clara tentativa de se esquivar da Justiça brasileira e de uma eventual apreensão pela Polícia Federal, a aeronave não realizou nenhum pouso em solo nacional ao longo de todo esse período.
Enquanto Vorcaro tentava negociar um acordo de delação premiada com as autoridades em Brasília, a aeronave de alto padrão circulava livremente por paraísos da elite financeira mundial, como Mônaco, Dubai, Paris e Nova York. O jato de prefixo PR-PSE está registrado em nome da holding patrimonial Viking, pertencente ao próprio ex-banqueiro, e já acumula duas ordens judiciais de bloqueio para impedir sua venda ou transferência. Mesmo com as restrições impostas pelas autoridades, o veículo segue operando ativamente no exterior sem qualquer registro público de quem são os seus passageiros.
O histórico de deslocamento expõe uma manobra preventiva para blindar o patrimônio. A aeronave deixou o Brasil em agosto do ano passado com destino à Flórida e não retornou mais ao país, movimento que antecedeu a liquidação do Banco Master e a primeira prisão de Vorcaro. Especialistas em direito aeronáutico avaliam que a transferência das rotas para a capital paraguaia foi desenhada especificamente para manter o bem fora do alcance da Polícia Federal, que conduz investigações aprofundadas sobre os crimes e fraudes financeiras associados ao ex-banqueiro.
A apuração sobre o patrimônio de Vorcaro revela ainda articulações corporativas altamente suspeitas, como a venda de 55% da holding Viking para um fundo de investimento vinculado a estruturas sediadas em paraísos fiscais nas Bahamas. Segundo o liquidante do Banco Master, a transação foi estruturada para manter o controle do bem sob o domínio do grupo investigado. O caso reforça a urgência das ações do governo do presidente Lula e dos órgãos de fiscalização no combate aos crimes do colarinho-branco e às táticas de ocultação de bens praticadas por elites econômicas.
Com informações do DCM
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