Marqueteiro de Caiado rejeita Flávio Bolsonaro e expõe desespero da extrema direita
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1056 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A tentativa desesperada da extrema direita de estruturar sua comunicação sofreu um revés humilhante. A campanha do senador Flávio Bolsonaro tentou contratar o marqueteiro Paulo Vasconcelos, que recém havia deixado o comando da propaganda do ex-governador Ronaldo Caiado, mas levou uma recusa na cara. O estrategista rejeitou a proposta alegando razões éticas, uma vez que atuava diretamente no comando do adversário político até poucos dias antes do convite.
A aproximação com o publicitário foi intermediada pelo senador Rogério Marinho, coordenador político da empreitada bolsonarista. Paulo Vasconcelos havia rompido com a equipe de Ronaldo Caiado por discordar frontalmente do rumo adotado pela pré-campanha do concorrente, que passou a exigir ataques diretos e ostensivos contra a imagem de Flávio Bolsonaro na disputa pelo eleitorado conservador.
Na avaliação do marqueteiro, a tática de agressão direta ao representante do clã radical seria um erro estratégico capaz de repelir os eleitores mais alinhados ao bolsonarismo. Ele defendia uma postura mais moderada para disputar a preferência da direita, citando o desgaste sofrido pelo governador mineiro Romeu Zema como exemplo de que confrontos diretos poderiam isolar o candidato perante a base radical.
A crise na comunicação do adversário do PSD foi alimentada por interferências familiares, sobretudo pela influência de Gracinha Caiado, candidata ao Senado e esposa do ex-governador. Inconformada com os baixos índices de engajamento nas redes sociais, ela passou a pressionar por mudanças drásticas, desencadeando um ambiente de decisões tumultuadas que o próprio marqueteiro classificou como uma "assembleia" sem comando claro.
Após a debandada de Vasconcelos, a equipe do PSD contratou Marcos Carvalho para liderar o marketing, em uma troca surpreendente de peças, já que o profissional atuava anteriormente na própria estratégia digital de Flávio Bolsonaro. As desavenças no QG adversário chegaram ao ponto de a própria família de Caiado vetar a identidade visual da campanha poucas horas antes do evento de lançamento oficial.
A investida do filho de Bolsonaro sobre o publicitário demonstra o desespero do grupo radical para encontrar uma linha de discurso. Paulo Vasconcelos sempre foi a escolha prioritária da ala extremista para o comando da propaganda eleitoral, mas havia fechado contrato anterior após o governador Ratinho Júnior desistir de entrar na corrida presidencial.
Com informações do DCM
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