Paulo Figueiredo doou R$ 54 mil para Maria Elvira Salazar um mês antes de projeto contra Alexandre de Moraes
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Registros da Federal Election Commission revelaram que o empresário e jornalista Paulo Figueiredo realizou doações que somaram 10 mil dólares para o comitê de campanha da deputada republicana norte-americana Maria Elvira Salazar. As transações financeiras ocorreram em agosto de 2024 e contemplaram repasses para a campanha da parlamentar e para um comitê de ação política associado. A legislação eleitoral dos Estados Unidos veda contribuições efetuadas por cidadãos estrangeiros sem cidadania estadunidense.
Aproximadamente um mês após as doações, a parlamentar apresentou na Câmara dos Representantes o projeto de lei "No Censors on Our Shores Act". O texto prevê a negação de vistos e a deportação de autoridades estrangeiras que praticarem atos que violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos caso fossem cometidos em território estadunidense contra cidadãos daquele país. A iniciativa foi justificada com críticas diretas às determinações do Supremo Tribunal Federal sobre o bloqueio de perfis e a suspensão da plataforma X.
Em 2025, após ser reeleita, a parlamentar reapresentou o projeto durante reuniões em Washington com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. No mesmo período, aliados da extrema direita intensificaram a pressão para a adoção de medidas coercitivas. O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a revogação dos vistos de entrada de integrantes da Suprema Corte e do Procurador-Geral da República, invocando argumentos semelhantes aos contidos na proposta da congressista.
A atuação de Maria Elvira Salazar em relação à política brasileira incluiu a realização de audiências públicas no Congresso dos Estados Unidos com a presença de expoentes conservadores, além de encontros com comitivas e participações em eventos organizados por grupos de apoio a Jair Bolsonaro no exterior. Em ocasiões públicas, a congressista manifestou apoio ostensivo às sanções baseadas na Lei Global Magnitsky aplicadas a magistrados brasileiros.

Além dos episódios envolvendo o cenário político do Brasil, a parlamentar atuou ativamente em processos eleitorais e debates institucionais na América Latina. A republicana manifestou posições em disputas recentes em países como Colômbia, Honduras e Argentina, acompanhando pleitos presenciais e emitindo declarações públicas sobre alianças partidárias e negociações de cooperação econômica regional sob a gestão Donald Trump.

Encontro de Jim Jordan e Eduardo Bolsonaro em 14 de fevereiro

Eduardo e Salazar em evento organizado pelo Yes Brazil USA
As iniciativas legislativas e os pedidos de sanções articulados por congressistas no exterior seguem em tramitação e análise pelas comissões do Poder Legislativo dos Estados Unidos. Procurado para prestar esclarecimentos sobre as doações e as agendas cumpridas com a parlamentar, Paulo Figueiredo não apresentou resposta até a publicação deste relato.
Com informações do DCM
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