Arsenal de Jair Bolsonaro será destruído ou doado a forças de segurança por ordem do STF
Compartilhe
1368 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
Em mais uma importante vitória da legalidade sobre os abusos cometidos durante o período mais sombrio da política recente do país, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o encerramento definitivo da posse de armas do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão veda qualquer tentativa do inelegível e condenado de manter controle sobre seu antigo arsenal. Por determinação expressa do magistrado, todo o armamento apreendido será transferido ao Comando do Exército para ter como destino a destruição total ou a doação a órgãos de segurança pública e Forças Armadas.
A medida do STF impõe uma dura derrota às manobras jurídicas intentadas pelos advogados do ex-mandatário. A defesa tentou evitar a perda definitiva dos itens ao pedir que os registros pudessem ser transferidos para o nome de um terceiro indicado pelo próprio político. No entanto, acompanhando o parecer da Procuradoria-Geral da República, Moraes rejeitou a solicitação por entender que não há motivo legal ou utilidade para manter esse acervo guardado sob cautela para o processo criminal.
O desarmamento do líder extremista é fruto de uma sequência de ações rigorosas das instituições para conter a proliferação do armamentismo no país. Cumprindo pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar por ter liderado a tentativa de golpe de Estado contra a democracia brasileira, o ex-presidente já havia tido o seu registro de Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador (CAC) cancelado pelo Supremo. A ação culminou em mandados de busca e apreensão na sua residência após a identificação de graves inconsistências entre a lista de equipamentos cadastrados e os itens efetivamente entregues à Justiça.
A definição dada por Moraes responde ao pedido feito pela Polícia Federal, que solicitou ao Supremo a destinação final adequada para os objetos recolhidos. Ao concordar com a PF e com o Ministério Público, a Suprema Corte reafirmou que a gestão do arsenal deve ficar sob responsabilidade do Comando de Operações Especiais do Exército. Os militares realizarão laudos periciais finais antes de proceder com a eliminação do material ou sua destinação ao uso das forças de segurança estatais.
O acervo confiscado pela Justiça inclui dez equipamentos de alto valor bélico. Entre as armas que deixam definitivamente as mãos do ex-presidente estão pistolas de calibres variados de marcas como Taurus, Glock, Caracal, Arex e SIG Sauer, além de duas espingardas gauge 12 e dois fuzis de alto calibre fabricados pelas empresas Caracal e Springfield Armory. O recolhimento permanente dessas armas põe fim ao perigoso símbolo de culto à violência promovido durante os anos de governo ultraconservador.
Com a ordem de Moraes, o Judiciário encerra de forma categórica as especulações sobre a manutenção dessas armas sob a influência do clã bolsonarista. A medida representa um marco no desmonte da política armada que tanto fragilizou a segurança e a paz social do Brasil nos últimos anos, garantindo que equipamentos antes utilizados para propaganda política tenham a destruição como destino final.
Com informações do Brasil247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
