Valdemar confessa trama golpista de Bolsonaro, debocha da Justiça e não descarta novo golpe com Flávio
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu expressamente durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, que houve planejamento para a realização de um golpe de Estado ao final do governo de Jair Bolsonaro (PL), após a derrota eleitoral em 2022. O dirigente partidário, no entanto, buscou relativizar a gravidade das articulações ao sustentar que a simples discussão de uma ruptura não deveria ser considerada crime por não ter sido concretizada.
Para defender a anistia aos réus e condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pelo plano golpista, Valdemar fez uma comparação controversa ao afirmar que planejar um assassinato sem executá-lo não constitui delito. Questionado se apoiadores poderiam tentar nova investida autoritária em uma eventual gestão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o dirigente limitou-se a responder "sei lá", ponderando na sequência que as punições impostas a Jair Bolsonaro serviram para inibir qualquer nova tentativa do tipo.
A entrevista abordou ainda a dinâmica de poder em um eventual governo de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Valdemar indicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro exercerá influência direta sobre as decisões políticas sem ocupar cargos formais, confirmou a participação da senadora eleita Michelle Bolsonaro na campanha nacional e defendeu pautas como a revisão tributária e o fim da reeleição presidencial.
Com informações do O Globo
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