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15/10/2026 10:55

Sóstenes Cavalcante confessa plano de Flávio Bolsonaro para destruir a CLT e aumentar horas de trabalho em 2027

Sóstenes Cavalcante confessa plano de Flávio Bolsonaro para destruir a CLT e aumentar horas de trabalho em 2027
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A máscara da extrema direita caiu de forma definitiva perante a classe trabalhadora brasileira. Em declaração prestada nesta quarta-feira (14), o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, confessou abertamente que a prioridade de um eventual governo de Flávio Bolsonaro em 2027 será a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição para ampliar a jornada de trabalho além do limite atual de 44 horas semanais, impondo o pagamento proporcional por horas trabalhadas e destruindo as garantias históricas da CLT.

A manobra da oposição busca desidratar a vitória conquistada pelo povo trabalhador com o fim da escala 6x1. Embora a bancada bolsonarista tenha sido acuada pela pressão popular a votar a favor da redução da jornada no Congresso, o partido de Flávio Bolsonaro mantém o apoio irrestrito ao texto alternativo formulado pelo senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial da extrema direita, que prevê a precarização irrestrita das relações de trabalho.

A proposta defendida pelo aliado de Jair Bolsonaro autoriza a realização de acordos individuais entre patrões e empregados sem a exigência de uma remuneração mínima mensal. Sob a falsa promessa de dar liberdade ao trabalhador, a medida retira a proteção dos sindicatos, fragiliza as convenções coletivas e abre margem para a imposição de jornadas exaustivas sem garantias trabalhistas, reeditando a política de retirada de direitos praticada pela extrema direita no país.

Em encontro com empresários em São Paulo, o próprio Flávio Bolsonaro confirmou o plano de implantar o modelo alternativo de contratação caso chegue ao Poder Executivo. O candidato bolsonarista assegurou a representantes do grande capital que atuará para aprovar a liberação do trabalho por hora e a sobreposição dos contratos individuais em relação à legislação protetiva, escancarando seu alinhamento com os interesses patronais em detrimento do bem-estar das famílias brasileiras.

A investida contra os trabalhadores recebeu o apoio de entidades patronais do comércio e da indústria, embora o próprio setor comercial tenha alertado para a insegurança jurídica provocada pela supressão das negociações coletivas. O plano da oposição visa solapar os avanços da PEC 221 de 2019, articulada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assegura a transição para a jornada máxima de 40 horas semanais com dois dias de descanso sem cortes no salário.

As declarações da liderança do PL expõem o projeto de retrocesso mantido pela chapa de Flávio Bolsonaro para o próximo período presidencial. Enquanto o governo do presidente Lula trabalha para garantir a redução da carga horária com preservação de direitos, o campo da extrema direita reafirma sua intenção de impor o arrocho salarial e ampliar a exploração sobre o povo trabalhador brasileiro.

Assista ao vídeo no X:



Com informações do DCM

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