Cabral vira moeda de troca na aliança PMDB-PT
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2394 visitas - Fonte: Brasil 247
Governador pode abrir mão de ser candidato ao Senado se PT aceitar ser vice na chapa do vice-governador Luiz Fernando Pezão; “Ele abre a possibilidade”, informou o presidente do PMDB, Jorge Picciani, citado pela agência Reuters; “O espaço (para negociar) é grande, só não abrimos mão é da candidatura do Pezão. Ele é o candidato mais sólido e mais preparado”, acentuou
247 – O governador Sergio Cabral está disposto a abrir mão de concorrer ao Senado em nome da manutenção da aliança entre o PMDB e o PT na eleição no Rio de Janeiro.
A condição seria o PT não lançar o senador Lindbergh Farias para concorrer ao cargo e manter o acordo de indicar o candidato a vice-governador.
“O espaço (para negociar) é grande, só não abrimos mão da canditura do Pezão, que é o candidato mais sólido e mais preparado”, disse o presidente do PDB fluminense, Jorge Picciani.
Abaixo, texto distribuido pela Agência Reuters:
PMDB diz que abre mão de Cabral para Senado no RJ, mas mantém candidatura de Pezão
RIO DE JANEIRO, 13 Jan (Reuters) - O PMDB do Rio de Janeiro cogita a possibilidade de abrir mão da candidatura do atual governador do Estado, Sérgio Cabral, ao Senado neste ano para tentar convencer o PT de manter a aliança entre os dois partidos no Estado, mas mantém a posição de lançar o vice de Cabral, Luiz Fernando Pezão, como candidato ao governo fluminense.
A aliança entre petistas e peemedebistas no Rio ajudou a eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também colaborou na eleição da presidente Dilma Rousseff em 2010.
A reedição da aliança no Estado, no entanto, foi colocada em dúvida já que, enquanto o PMDB insiste em lançar Pezão à sucessão de Cabral, o senador petista Lindbergh Farias também tem se colocado como candidato.
A sinalização da desistência de Cabral à disputa de uma cadeira no Senado tem o objetivo de tentar acabar com a disputa que põe em risco a aliança, ao mesmo tempo que garante a posição de Pezão como candidato ao governo de uma eventual coligação entre os dois partidos.
"A candidatura do Pezão está definida e o governador Cabral tem colocado internamente que a prioridade é vencer a eleição para governador e manter a parceria PT-PMDB. Ele abre a possibilidade (de não se candidatar ao Senado)", declarou o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani.
As cúpulas nacional e local do PMDB se reuniram na sede do governo do Rio nesta segunda-feira, com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, do presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), de Cabral, do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outros.
"O partido quer o Sérgio (Cabral) como candidato ao Senado, mas isso não será um impeditivo para uma aliança com o PT", disse Picciani a jornalistas após o encontro.
O partido não abre mão da candidatura de Pezão, apesar de ele aparecer nas pesquisas atrás de outros pré-candidatos, como Lindbergh, o ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), e o deputado federal Anthony Garotinho (PR).
"O espaço (para negociar) é grande, só não abrimos mão é da candidatura do Pezão. Não há chance de remover ela. Ele é o candidato mais sólido e mais preparado... temos certeza que vamos formar uma aliança com o PT apoiando o Pezão e mantendo a aliança nacional", destacou Picciani.
MAIORIA NA CÂMARA E NO SENADO
Raupp disse que o PMDB pretende lançar de 18 a 20 candidatos aos governos dos Estados na eleição deste ano, entre eles no Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O dirigente peemedebista disse esperar que o partido saia vencedor das eleições marcadas para outubro e disse que o objetivo da sigla é manter a maior bancada no Senado e superar o PT como a maior bancada da Câmara dos Deputados.
"Queremos ter de 18 a 20 na cabeça de chapa (para governador), eleger a maioria. Vamos voltar com o maior bancada no Senado e vamos tentar a maior bancada na Câmara dos Deputados", disse Raupp.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)
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