Da maior favela paulista para a medicina em Cuba
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1722 visitas - Fonte: Brasil 247
Wellington Pedro de Sousa, que deixou a comunidade de Heliópolis para se tornar estudante de medicina em Cuba, recebeu a presidente Dilma em Havana; em breve, ele estará retornando ao País para atuar no programa Mais Médicos; "Em 2007 surgiu uma oportunidade de vir estudar em Cuba… aqui, a gente estuda uma Medicina que é preventiva e totalmente voltada para o atendimento à população", diz ele; "Tenho a vontade agora de poder ser inserido no projeto Mais Médicos"
247 - A presidente Dilma Rousseff foi recebida em Havana por um jovem que deixou Heliópolis, a maior favela de São Paulo, para estudar medicina em Cuba. Seu nome é Wellington Pedro de Sousa e, em breve, ele estará retornando para atuar no âmbito do Programa Mais Médicos.
Assista, abaixo, a seu depoimento:
Leia, ainda, o relato do Blog do Planalto:
A presidenta Dilma Roussef chegou na tarde deste domingo (26) em Havana, Cuba, onde inaugurará o Porto de Mariel e participará da II Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos ( CELAC). Na chegada ao hotel, a presidenta foi recebida por dois estudantes brasileiros da Escola Latinoamericana de Medicina ( ELAM). Eles representam um grupo de 350 estudantes de Medicina que se formam este semestre e pretendem atuar no Brasil pelo Programa Mais Médicos.
Wellington Pedro de Sousa cursa o sexto ano da faculdade de Medicina. Ele era morador de Heliópolis, a maior favela de São Paulo e viu na ELAM uma oportunidade de se tornar médico.
“Em 2007 surgiu uma oportunidade de vir estudar em Cuba… Aqui em Cuba a gente estuda uma Medicina que é preventiva e totalmente voltada para o atendimento à população (…) a gente vem tendo práticas desde o primeiro ano, a gente tem uma formação acadêmica, um nível exemplar e agora a gente tem expectativa de voltar para o nosso país e poder trabalhar na área de saúde preventiva através do Mais Médicos, que é um ótimo projeto também porque atende a necessidade das comunidades mais carentes, que é de onde a gente vem. A gente conhece muito bem como é trabalhar, como é lidar com essa falta da saúde que existe no nosso país… Tenho a vontade agora de poder ser inserido no projeto Mais Médicos, futuramente também estar fazendo o Revalida para poder continuar trabalhando na área da Saúde.”
Maria de Fátima Mendonça Santos, que é de Sergipe, também cursa o sexto ano de Medicina na ELAM. Ela entregou rosas à presidenta e também uma carta solicitando uma reunião com representantes do grupo de estudantes brasileiros na ELAM.
“Cuba nos capacita com a melhor medicina que existe aqui, uma medicina voltada para o lado humanista. Nós solicitamos [à presidenta] um encontro para falarmos um pouco da nossa chegada e da nossa inserção no Mais Médicos. Então é a nossa oportunidade de sonharmos… nós podemos sonhar, acreditar, nós podemos ajudar a nossa comunidade… com a criação do Programa Brasil Mais Médicos. E agradecemos, presidenta, a sua coragem.”
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