Sustentabilidade é meta para Comunidade de Países de Língua Portuguesa
Compartilhe
1710 visitas - Fonte: Agencia Brasil
Ao assumir hoje (3) a Diretoria-Geral da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a economista cabo-verdiana Georgina Mello disse que seu principal é sustentabilidade da comunidade lusófona, que está em processo de criação de um tecido econômico e social que a sustente.
Logo após a posse, Georgina ressaltou que pretende acrescentar a sustentabilidade ao que já existe, sobretudo nos três eixos da comunidade: a difusão da língua portuguesa, a cooperação e a concertação político-diplomática. "Falta aquilo que eu chamo sustentabilidade: criar um tecido econômico e social que suporte isso tudo, que transforme a CPLP naquilo que os cidadãos querem. Eles querem senti-la mais próxima, que lhes diga respeito", explicou Georgina.
Para ela, isso será feito intensificando-se a comunicação, a circulação de pessoas, de bens e de serviços, o comércio, os investimentos, as relações empresariais e o intercâmbio entre as organizações da sociedade civil. De acordo com a nova diretora da CPLP, esse processo depende da concretização do Estatuto do Cidadão Lusófono, algo que "não se tira da cartola", mas que se vai construindo pouco a pouco. De acordo com a economista, esse trabalho, que pode começar com programas de intercâmbio de jornalistas ou estudantes, dará segurança às instituições que fazem o controle das fronteiras. "Com isso, vamos alargando e, dentro de um determinado horizonte temporal, teremos o nosso estatuto", disse.
Dirigindo-se aos embaixadores dos Estados-membros da comunidade e aos funcionários do secretariado executivo da organização, Georgina lembrou que, ao criar a sustentabilidade, a CPLP ganhará maior visibilidade e mais credibilidade. Entre outras atividades, ela vai dirigir um grupo de trabalho encarregao pela secretaria executiva da entidade de repensar a visão da comunidade lusófona. "Precisamos de ter melhor qualidade de vida das populações, e isso consegue-se com mais emprego, mais empresa, mais comércio, mais investimento", disse ela.
Finalmente, Georgina Mello disse desejar que, no final do seu mandato de três anos, se possa dizer que a CPLP está mais próxima das populações. "Normalmente, nos nossos países, só ouvimos falar da CPLP quando há uma cúpula ou uma reunião de conselho de ministros. É uma coisa pontual. O que desejo é que, dentro de três anos, possa ouvir-se mais, independentemente de haver cimeiras e reuniões do conselho de ministros, mas porque aconteceram coisas na sociedade civil ou entre as empresas e as câmaras de comércio", destacou.
O diretor-geral da CPLP é recrutado entre cidadãos dos Estados-membros, mediante concurso público internacional, por um prazo de três anos, renovável uma vez, por igual período, por decisão do Comitê de Concertação Permanente. Criada em 1996, a CPLP é uma organização internacional com sede em Lisboa que junta oito países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
