Vídeo flagra militares agredindo Quilombolas na Bahia
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O clima de tensão entre quilombolas e militares na região de Rio dos Macacos, próxima de Salvador (BA), ganhou novos contornos com a divulgação de um vídeo onde oficiais da Marinha agridem a líder quilombola Rosimeire dos Santos, que meses antes havia alertado a presidente Dilma Rousseff sobre o risco de conflito existente no local; o maior ponto de tensão está no fato dos quilombolas terem que atravessar uma área pertencente à Marinha para chegarem na comunidade; um desvio na estrada, orçado em R$ 500 mil, resolveria o problema; precisava chegar a este ponto?
O clima de tensão entre quilombolas e militares na região de Rio dos Macacos, próxima de Salvador (BA), ganhou novos contornos com a divulgação de um vídeo onde oficiais da Marinha agridem a líder quilombola Rosimeire dos Santos, que meses antes havia alertado a presidente Dilma Rousseff sobre o risco de conflito existente no local, e o seu irmão Edinei dos Santos. O maior ponto de tensão está no fato dos quilombolas terem que atravessar uma área pertencente à Marinha para chegarem na comunidade. O vídeo, datado do dia 6 de janeiro e divulgado pela Folha de São Paulo, foi utilizado em um inquérito para apurar se houve abuso dos militares.
As imagens mostram que momentos após o carro em que Rosimeire trafegava ter parado junto ao portão de acesso, um oficial inicia uma discussão. Na tentativa de separar o oficial e o irmão, Rosemeire desce do carro e acaba sendo jogada ao chão. Instantes depois, um militar saca uma arma e a líder quilombola é jogada novamente no chão enquanto outros militares tentam amarrar suas mãos. Em seguida ela é empurrada contra o carro. A cena foi presenciada pelas filhas de Rosimeire, de 17 e seis anos. Os quatro oficiais que participaram da agressão foram afastados de suas funções.
Na época, o comando da Marinha emitiu uma nota afirmando que os oficiais deram voz de prisão em função “das ameaças proferidas por Edinei e do comportamento violento de Rosimeire”, além dela ter tentado tomar a arma portada pelo oficial. Dias depois, porém, uma nova nota afirmava que a Marinha repudiava atos de violência.
A Marinha abriu um inquérito para apurar o caso e o Ministério da Defesa está discutindo a situação na localidade junto com os moradores e os militares. A solução, defendida por ambas as partes, é a construção de uma estrada que passe às margens da vila naval. O Ministério da Defesa teria reservado R$ 500 mil para o projeto e as obras devem começar ainda neste semestre.
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