Mercado vê PIB menor e inflação maior em 2014
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De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, a previsão de expansão do PIB neste ano caiu a 1,79%, ante 1,90% na semana anterior; em relação à inflação, para os economistas ela deve encerrar este ano a 5,93%, alta de 0,04% ante a expectativa anterior
Após sinais de fraqueza no final do ano passado, economistas de instituições financeiras reduziram com força a perspectiva para o crescimento da economia neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram o cenário para a política monetária mas elevaram a projeção para a inflação.
De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu a 1,79 por cento, ante 1,90 por cento na semana anterior.
Na última sexta-feira, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 1,35 por cento em dezembro, completando dois trimestres negativos, indicando que a economia entrou em recessão técnica no final de 2013.
Antes disso, o IBGE havia divulgado que as vendas no comércio varejista recuaram 0,2 por cento em dezembro sobre o mês anterior, registrando em 2013 a menor expansão em dez anos.
O IBGE divulga os dados do Produto Interno Bruto do quarto trimestre e de todo o ano de 2013 no próximo dia 27.
Para 2015 o Focus também apontou redução nas expectativas para a expansão da economia, de 0,10 ponto percentual, para 2,10 por cento.
Em relação à inflação, para os economistas consultados o IPCA deve encerrar este ano a 5,93 por cento, alta de 0,04 ponto percentual ante a expectativa do Focus anterior após duas semanas de redução das projeções. A meta do governo é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
Para 2015, houve manutenção da expectativa em 5,70 por cento. Já a projeção para a inflação nos próximos 12 meses subiu a 6,05 por cento, ante 6,00 por cento.
SELIC
Por sua vez, a perspectiva para a política monetária permaneceu inalterada, com os economistas vendo a Selic a 11,25 por cento no final deste ano e a 12,00 por cento no fim de 2015.
Para a reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom) também não houve alteração na projeção de que a taxa básica de juros, atualmente em 10,50 por cento, será elevada em 0,25 ponto percentual.
Depois de ter elevado a Selic em 0,5 ponto percentual no início deste ano, o Copom volta a se reunir nos próximos dias 25 e 26 de fevereiro, ainda com o cenário de inflação alta no radar.
Embora tenha dado sinais de desaceleração no início deste ano, atingindo em 12 meses em janeiro o menor nível em pouco mais de um ano, a expectativa é de que o IPCA volte a acelerar do patamar de 5,59 por cento.
No Focus, o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, continua vendo um aperto monetário maior. A mediana das projeções aponta que a Selic encerrará 2014 a 11,75 por cento e 2015 a 12,25 por cento, sem alterações.
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