Cresce rede de intrigas para rachar Dilma e Lular
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2147 visitas - Fonte: Brasil 247
Rumores que não prosperaram até agora voltam a ser impressos em papel jornal; a exemplo de um ano atrás, noticiário da mídia familiar investe nas diferenças para vender o afastamento entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula; ele, de um lado, disseminaria críticas à gestão da economia em conversas fechadas; ela, de outro, estaria ressabiada com intensa movimentação do dublê de candidato; colunistas Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo e Dora Kramer fazem aposta no racha, discutindo quem manda em quem; telepatia ou pensamento único?
A temporada de rumores sobre um afastamento entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula recrudesceu. Levadas a efeito, com diferentes ênfases, ao longo de toda a gestão de Dilma, as intrigas sempre desmentidas por ambas as partes até aqui ganham dramaticidade a partir de agora. Explica-se: os partidos têm até o dia 5 de julho para registrarem oficialmente seus candidatos a presidente da República – um funil que se aproxima num cenário de ampliação de dificuldades econômicas.
Empresários que têm contato frequente ou mesmo esporádico com Lula vão usando, aqui e ali, seus canais de acesso à mídia familiar para transmitir pequenas frases, trechos de encontros e versões analíticas com críticas que estariam sendo feitas pelo ex-presidente à condução da política econômica, em particular, e de gestão de governo, no geral.
Lula avaliaria, segundo essas fontes nunca identificadas, que a descida dos juros, no início da gestão de Dilma, teria sido precipitada, correspondendo agora à uma elevação que poderia ter sido evitada num ano eleitoral. A esses interlocutores, em conversas diferentes, o ex-presidente estaria disparando farpas pontuais a diferentes aspectos da administração federal, mas sem entrar em rota de colisão com a presidente, a quem, carinhosamente, chama de "Dilminha".
Por sua vez, os capitães da indústria nacional que procuram Lula lembram a ele os tempos do chamado espetáculo do crescimento, patrocinado na gestão dele, e procuram entusiasmá-lo com um discurso sobre a importância de uma liderança popular num momento de conturbação social e política. Até agora, nenhum relato de que Lula tenha cedido em sua decisão de não concorrer a estas eleições foi feito.
A presidente Dilma estaria respondendo à movimentação de Lula nos bastidores e em público com mensagens cifradas. Apesar de avisar ao ex, ela compareceu ao encontro articular pelo vice Michel Temer com prefeitos do PMDB paulista que apoiam a candidatura de Paulo Skaf a governador de São Paulo. Ali, teria dito que, para ela, tanto a vitória de Skaf ou de Alexandre Padilha, candidato do PT e apadrinhado por Lula, a deixariam satisfeita.
Antes, três dias depois de Lula fazer proselitismo político em Minas Gerais, ela esteve no Estado, dando indícios de que também estaria 'marcando' a agenda do seu dublê – e não apenas do oposicionista Aécio Neves.
Num gesto entendido como um sinal a Lula, Dilma discursou no aniversário de 30 anos do PT sem citar uma só ver o nome do ex em seu discurso. A ausências das duas sílabas que compõem o nome dele foram notadas pela cúpula do partido e, notadamente, pelos adversários.
Na mídia familiar, os jornais já batem na mesma tecla de um ano atrás, quando elevaram-se as apostas de uma racha entre Dilma e Lula. Ricardo Noblat, Reinaldo Azevedo e Dora Kramer já registram em uníssono que a unidade entre Dilma e Lula, reafirmada desde sempre por ambos, não irá prosperar até a data de definição do candidato do PT a presidente.
O que se tem, concretamente, até aqui é o fato de que Dilma jamais escondeu que iria lutar pela sua reeleição. Lula, depois de ter 'desencarnado' do cargo, quase um ano depois de passar a faixa de presidente para a sucessora, nunca disse uma palavra em público ou nos bastidores autorizando versões de que estaria em rota de colisão com ela. A vontade de dividí-los ainda é bem maior que os fatos que podem levar a isso.
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